Numa altura em que legislatura está prestes a terminar, vou apenas fazer um pequeno balanço de um ponto que considero essencial.
Sendo uma análise minha, a prioridade da avaliação vai ao encontro do que eu queria/esperava que mudasse em Portugal e do que foi conseguido ao longo dos últimos quatro anos.
Era prioritário ter um país que vivesse de acordo com as suas possibilidades, sem estar, constantemente, a empurrar as suas responsabilidades financeiras para os que virão depois.
Esta foi a grande vitória da legislatura e em especial de Pedro Passos Coelho. É verdade que a sua vontade de equilibrar as contas públicas, muitas vezes, pecou por uma teimosia excessiva, quase obsessiva, mas a realidade é que foi essa determinação que permitiu, hoje, Portugal começar a recuperar a sua autonomia financeira e desagravar as responsabilidades financeiras futuras que tinham vindo a ser acumuladas ao longo dos últimos anos.
Tivemos um Memorando de Entendimento que não foi o melhor, mas não foi Passos Coelho que faliu o Estado, não foi ele que teve de pedir ajuda externa, nem foi ele que negociou a forma de pagar essa ajuda.
Mas, passados quatro anos, cumpriu a missão, fechámos o período do resgate sem necessidade de pedir mais dinheiro. Há quatro anos ninguém acreditava que fosse possível.
A espiral recessiva, o segundo resgate, são apenas memórias de uma oposição desorientada e que nunca apresentou uma alternativa, nunca contribuiu com uma ideia, sabendo apenas dizer presente para criticar e colocar em causa o esforço de todo um país.
Ao não seguir as críticas da oposição, Passos Coelho sacrificou-se, eleitoralmente, colocando em causa a sua vitória nas próximas eleições. Ainda bem para Portugal ou estaríamos a passar pelo mesmo caminho que a Grécia passa hoje.
Se o fez da melhor forma? Muito se pode criticar e são várias as críticas que podia fazer, mas Portugal precisava de alguém como Pedro Passos Coelho. Alguém que, quando todos diziam que não era possível, acreditou, agiu, fez a diferença e mostrou que sim, foi possível.
Libertámo-nos da asfixia financeira, a nossa economia começa a mudar, a confiança dos consumidores está a subir, as exportações aumentaram, a dívida pública continua a descer e o desemprego está finalmente a baixar.
Portugal agora pode mais e pode graças à coligação que governou o nosso país nos últimos quatro anos. Valeu a pena acreditar, lutar e honrar os nossos compromissos. Cabe a nós, portugueses, continuar este caminho com a Coligação Portugal à Frente.
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Opinião de Nuno Vaz Correia, ex-presidente da JSD/Algarve e consultor de comunicação.