USAL/CGTP-IN atribui chumbo da revisão laboral hoje no parlamento à mobilização dos trabalhadores e garante que a luta vai continuar.
A União dos Sindicatos do Algarve (USAL/CGTP-IN) saudou hoje os trabalhadores, dirigentes, delegados e ativistas sindicais pelo papel que considera ter sido insubstituível e determinante para o chumbo da proposta de revisão da legislação laboral, que o Governo PSD/CDS «queria impor para piorar as condições de trabalho de todos».
Em comunicado enviado às redações, a estrutura sindical sustenta que o resultado da votação na Assembleia da República é o culminar de 11 meses de contestação, durante os quais foram promovidas diversas ações de luta, incluindo duas greves gerais, a última das quais, a 3 de junho.
Segundo a USAL/CGTP-IN, a mobilização dos trabalhadores influenciou o posicionamento dos partidos políticos que votaram contra o diploma, demonstrando, na sua perspectiva, que a ação coletiva continua a ser determinante para a defesa dos direitos laborais e para a melhoria das condições de vida e de trabalho e de progresso para o país.
A estrutura sindical deixou uma palavra de solidariedade e de enorme gratidão pela ação de luta realizada na véspera junto à Assembleia da República, considerando que esta demonstrou a confiança que a USAL/CGTP-IN deposita nos trabalhadores e na força que estes têm para condicionar o sentido de voto dos partidos políticos.
A USAL/CGTP-IN reafirma que a luta sindical vai prosseguir, defendendo a revogação das normas laborais que considera gravosas, o aumento dos salários e das pensões, o reforço dos serviços públicos e a concretização do direito constitucional à habitação.
A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi rejeitada na generalidade com os votos contra do Chega, Partido Socialista (PS), Livre, Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e Juntos Pelo Povo (JPP).
Foto: Bruno Filipe Pires