«Portugal Não Está à Venda» tem estreia marcada para o dia 21 de fevereiro. No entanto, o filme «inspirado em ex-governantes e suas negociatas» já está a gerar polémica e a atrair ações indesejadas, com o seu realizador, André Badalo, natural da Fuzeta, a receber ameaças anónimas por telefone.
A produtora Original Features, em nota enviada às redações, «repudia veemente as chamadas telefónicas de número não identificado em tom de ameaça que o realizador André Badalo tem recebido».
Segundo a produtora, estes telefonemas com ameaças «não demoverão a produtora nem o realizador de lançar e promover o filme, que não se tratando de um filme político, assume uma mensagem de alerta e reflexão contra a corrupção que tem esmigalhado, esvaziado e destruído o nosso País».
«Portugal é um país livre, democrático, onde o lápis azul felizmente faz parte do passado. Em nada o filme fere suscetibilidades, nem inventa nada que não faça parte da realidade que todos, todos nós, temos seguido nos jornais e televisões nestes últimos anos», afirma a Original Features, atirando ainda que «Portugal é nosso e não está à venda».
O filme é uma sátira corrosiva que retrata as peripécias de uma família portuguesa, falida e enlouquecida pela crise, que entre raptos e demolições, laxantes, disfarces e mil confusões, terá que convencer os restantes portugueses que, amanhã, poderão acordar sem País. «Uma homenagem a todos os portugueses que sobreviveram à crise. Se é que ela já passou…», conta-nos a produtora.
Com uma linguagem acessível e uma mensagem profunda, a produção pretende levar o público, de várias gerações, a uma reflexão sobre a nossa identidade e a nossa soberania. «Através do cómico e seguindo a tradição inaugurada por Gil Vicente, esta tragicomédia pretende proporcionar a todos os espectadores uma reflexão sobre a sua responsabilidade enquanto cidadãos na construção coletiva da sociedade democrática».
No elenco, Ana Zanatti interpreta Jessica Fatinha, «a corrupta primeira ministra que promete um milagre ao povo mas que, secretamente, se prepara para vender Portugal aos chineses, angolanos, franceses e alemães». Pedro Teixeira e Rita Pereira interpretam Sebastião e Sara Maia, «os únicos que poderão impedir a ministra de atingir os seus objetivos», com a ajuda «da irreverente família, enlouquecida pela crise: Marlene, Carlota, Vasco, Leonor e Brites (interpretados por Dalila Carmo, São José Correia, Tiago Teotónio Pereira, Maria Vieira e Maria José Pascoal, respetivamente).
Aos protagonistas já enunciados, junta-se o maior elenco de sempre numa comédia portuguesa: Joana Ribeiro, António Capelo, Paulo Pires, Carla Vasconcelos, João Lagarto, Marina Mota, Orlando Costa, Cucha Carvalheiro, Luísa Ortigoso, Isabel Ruth, Pedro Carvalho, Io Appolloni, André Nunes, Sílvia Rizzo, Philippe Leroux, Pedro Granger, Alberto Magassela, Miguel Monteiro, Vitor Correia, Paulo China, Hugo Costa Ramos e as participações especiais de Diogo Piçarra e Luís Represas.
André Badalo, realizador do filme, lança o mote: «Andaram-nos a vender o País?! Mandaram-nos emigrar?! Enlouqueceram-nos de tal maneira que já estamos por tudo?! E se agora os bandidos do costume, estivessem a um passo de nos roubar o País de vez!? Tudo! De norte a sul, ilhas incluídas! Até a estátua do Ronaldo no aeroporto da Madeira! É o tudo ou nada! Portugal é nosso e não está à venda!».
«Este é um filme sobre a nossa História, para pais e filhos, avós e netos, alunos e professores. Uma experiência hilariante para a sala de cinema, uma partilha para, entre risos e lágrimas, refletirmos juntos sobre o que somos e o que queremos ser enquanto país».