«Quem quer fazer, descobre como e quem não quer, encontra uma desculpa», é um antigo ditado popular que se pode aplicar com propriedade à equipa Partido Socialista (PS) da Câmara Municipal de Loulé, que arrastou o concelho e o seu desenvolvimento para os níveis dos anos 1990. Veja como:
Até aqui, Vítor Aleixo e a sua equipa não foram capazes de efetuar no segundo ano de mandato mais do que a gestão corrente da autarquia, nada têm para apresentar de iniciativa própria, mostrando unicamente a continuidade dos projetos já lançados ou a conclusão das obras deixadas pelo anterior executivo social-democrata liderado por Seruca Emídio. E até arranjaram a desculpa de não terem dinheiro.
A verdade é bem diferente. As contas aí estão, para quem quiser consultá-las. Afinal é a incompetência e a falta de objetivos que impede a execução de obras para as quais existem 40 milhões de tesouraria a que acrescem os aumentos de impostos, tendo existido sempre saldo positivo folgado, desde que tomaram posse.
Poucas serão as autarquias com estas garantias financeiras e é um verdadeiro mistério porque não são realizadas as obras de que o nosso concelho necessita. Mas a incompetência não fica por aqui.
Continuando a ter como referência as contas oficiais da câmara, importa que os munícipes saibam que a despesa de capital – afinal de contas o investimento no progresso – diminuiu para metade, quando comparado com a gestão social-democrata do mandato anterior.
Como se não bastasse, as receitas dos Fundos Comunitários, (sempre indexadas a projetos concretos, para serem aprovadas) caiu e ficou-se por um terço da média do mandato antecedente.
É quase uma ironia que em 2015 o investimento público da Câmara Municipal de Loulé no nosso concelho esteja ao nível dos anos 90 do século anterior. O atual executivo está atrasado 25 anos e, aparentemente, Vítor Aleixo regressou ao passado, aos anos em que foi vereador e presidente da câmara de Loulé.
Serão os funcionários municipais mais inábeis do que eram nos anos 90 do século XX? Não, porque foram capazes de responder e executar projetos com o dobro do investimento, no triénio de 2009 a 2011, quando a liderança era do PSD. Os técnicos e os trabalhadores camarários são competentes, a equipa de gestão socialista é que é arcaica e a liderança política essencial ao desenvolvimento do nosso concelho não existe.
Estas não são meras expressões de circunstância, e é meu propósito evidenciar a perda de tempo e a pesada hipoteca que teremos de pagar no futuro para recuperar a dinâmica do concelho mais rico do Algarve.
Opinião de Rui Cristina