Os dados do INE relativos a 2024 colocam o Algarve abaixo da média nacional no índice global de desenvolvimento regional, competitividade, coesão e qualidade ambiental.
O Algarve ficou abaixo da média nacional nos quatro índices do desenvolvimento regional, com resultados inferiores no índice global de desenvolvimento regional, competitividade, coesão e qualidade ambiental, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2024, revelados hoje, segunda-feira, dia 15 de junho.
A região registou 94,15 pontos no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR), numa escala em que Portugal corresponde a 100. Este valor colocou o Algarve na 18.ª posição entre as 26 sub-regiões da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS III).
O desempenho mais distante da média nacional surge na coesão. O Algarve obteve 91,76 pontos, menos 8,24 pontos do que o referencial nacional, também na 18.ª posição.
Na competitividade, a região somou 94,21 pontos e ficou no 11.º lugar. Esta foi a melhor posição relativa do Algarve entre as três dimensões parciais, embora ainda abaixo da média do país.
A qualidade ambiental foi a dimensão em que o Algarve teve a pior posição relativa. Com 96,63 pontos, a região ficou em 23.º lugar entre 26 sub-regiões.
Com estes resultados, o Algarve integrou o grupo de sete NUTS III com valores abaixo da média nacional nos quatro índices avaliados.
No mesmo grupo estão Alentejo Litoral, Lezíria do Tejo, Península de Setúbal, Oeste, Tâmega e Sousa e Viseu Dão Lafões.
Os quatro índices não resultam de uma avaliação isolada.
Segundo o INE, são calculados a partir de 65 indicadores estatísticos, que incluem variáveis económicas, demográficas, sociais, educativas, ambientais e territoriais.
Esses indicadores são normalizados e agregados por média não ponderada nas dimensões competitividade, coesão e qualidade ambiental, das quais resulta o índice global de desenvolvimento regional.
Entre os indicadores usados pelo INE estão o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, produtividade, população empregada por conta de outrem com ensino superior, despesas em investigação e desenvolvimento (I&D), rendimento, desemprego jovem, médicos por 1000 habitantes, escolarização, criminalidade contra as pessoas, água segura, qualidade do ar e resíduos urbanos.
No panorama nacional, cinco das 26 sub-regiões superaram a média nacional no índice global: Grande Lisboa, com 107,83 pontos, Área Metropolitana do Porto, com 103,10, Região de Coimbra, com 101,09, Região de Aveiro, com 100,97, e Alto Minho, com 100,49.
A Área Metropolitana do Porto foi a única sub-região com resultados acima da média nacional nos quatro índices. A Grande Lisboa e a Região de Aveiro ficaram abaixo da média na qualidade ambiental. A Região de Coimbra e o Alto Minho ficaram abaixo da média na competitividade.
Na competitividade, só três sub-regiões superaram a média nacional. A Grande Lisboa liderou, com 116,69 pontos, seguida da Região de Aveiro, com 106,84, e da Área Metropolitana do Porto, com 106,64.
Esta foi a dimensão com maior disparidade regional. Os valores mais elevados concentraram-se no litoral continental, enquanto o interior apresentou resultados mais baixos.
No índice de coesão, nove sub-regiões ficaram acima da média nacional. A Grande Lisboa liderou, com 108,80 pontos, seguida da Região de Coimbra, com 106,20, e do Cávado, com 104,25.
Também superaram a média nacional na coesão a Área Metropolitana do Porto, com 102,22 pontos, o Alentejo Central, com 102,20, o Médio Tejo, com 101,87, a Região de Leiria, com 101,82, o Alto Minho, com 101,58, e a Região de Aveiro, com 101,13.
A Região Autónoma dos Açores, o Douro, o Baixo Alentejo, o Alentejo Litoral, o Alto Alentejo e o Tâmega e Sousa apresentaram os índices de coesão mais baixos.
Na qualidade ambiental, os valores mais elevados surgiram em sub-regiões do interior do Continente e nas Regiões Autónomas. A média nacional foi superada por 15 NUTS III.
A Região Autónoma dos Açores liderou este índice, com 113,84 pontos. Também ficaram acima da média nacional o Alto Minho, com 105,71, a Região de Leiria, com 102,80, a Região de Coimbra, com 102,46, e a Área Metropolitana do Porto, com 100,14.
Entre as 11 sub-regiões abaixo da média nacional na qualidade ambiental estavam quatro das 10 mais competitivas: Grande Lisboa, Região de Aveiro, Cávado e Península de Setúbal.
O perfil regional mais comum, identificado em 10 NUTS III, combinou resultados acima da média nacional na qualidade ambiental com desempenhos inferiores na competitividade e na coesão.