O novo projeto de requalificação do Parque Municipal de Feiras, que pretende ser um verdadeiro pulmão verde da cidade, assumirá uma das honras de destaque da 38ª edição da Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa (FATACIL), que começa a 18 de agosto.
«Este ano teremos a apresentação da requalificação que está prevista para o espaço onde decorre a feira, que é algo falado em Lagoa há mais de 20 anos. Queremos que seja o grande Parque Urbano da cidade e queremos mostrar o projeto para todos o possam ver e verificar que, além de ser um grande pulmão», será possível montar na mesma esta feira ou outras naquele espaço, afirmou Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, na apresentação da próxima edição da FATACIL, na sexta-feira, 14 de julho, no anfiteatro da Nossa Senhora da Encarnação, em Carvoeiro.
Além desta novidade, o autarca adiantou ainda que, perto da entrada, nas edições anteriores havia sempre dois espaços dedicados a Lagoa. «Este ano, começamos com um desafio novo. Teremos uma entidade convidada no stand à esquerda. Primeiro tínhamos desafiado a Universidade do Algarve, mas à última hora, o reitor não pôde aceitar, com grande desgosto. Portanto, o nosso convidado deste ano é o Instituto Português do Desporto e da Juventude», avançou o edil.
Também o secretariado da feira, onde estará o centro de comando, ficará aberto e poderá ser visitado para que as pessoas possam ter contacto com as tecnologias associadas às smart cities, da qual Lagoa foi pioneira na região.
O controle de entradas com torniquetes, que têm leitor de código de barras, afiançará números mais exatos de pessoas que se deslocaram à FATACIL. «No ano passado tivemos 170 mil visitantes. Nos últimos quatro anos duplicámos estes números com a nova imagem que demos à feira. A nossa estratégia tem sido recuperar o prestígio da FATACIL», disse.
A feira custará 850 mil euros e contará com o maior cartaz musical de sempre, com nomes que são repetentes e algumas novidades.
O autarca assinalou ainda, na conferência de imprensa, o aumento do número de expositores, que rondará os 700, sem mexer no espaço de exposição. «Hoje temos um superávite em termos de oferta que não tínhamos há anos. Tivemos o cuidado de escolher de forma muito mais criteriosa, em determinados sectores, o nível dos expositores. Por isso, a minha expetativa é que o grau de satisfação de quem nos visita seja elevado», afirmou Francisco Martins.
Como sempre, o edil assegurou que está a organizar a «melhor feira de sempre», pois o desafio é, «ano após ano, elevar a fasquia e as expetativas, sem nunca menorizar as edições anteriores, pois valorizam o percurso feito».
2016 foi o ano da grande mudança visível no espaço, mas também no modelo de promoção da feira. «Extinguimos a Fatasul, entidade que organizava o evento e passámos-lo para a alçada da Câmara Municipal. Houve desconfiança de que não se conseguiria realizá-la, mas conseguiu-se e foi uma das melhores edições que já tivemos», reforçou Francisco Martins. Este ano, houve ainda um reforço da iluminação no parque, nos stands, criando «um espaço mais agradável, mais moderno, sem perder a caracterização da FATACIL», acrescentou.
Agir, Richie Campbell, GNR, Xutos e Matias Damásio compõem cartaz musical
André Sardet, responsável pela escolha do cartaz musical da FATACIL, não tem dúvidas ao dizer que este é um dos melhores cartazes que a feira já teve. «2016 foi o ano de afirmação de uma estratégia que tem sido levada a cabo nos últimos anos, e que tem objetivo a renovação de públicos. No ano passado tivemos o grande sinal de que este é o caminho de sucesso. A noite da atuação do Agir bateu recordes que já não era batido desde os anos 1990 em termos de lotação de pessoas», adiantou na conferência de imprensa. E será este o artista que abre a FATACIL nesta edição, subindo ao palco no dia 18 de agosto.
«O Richie Campbell, no dia 19, era um pedido de muitas pessoas, desde a última vez que cá esteve, há dois anos. Segue-se João Pedro Pais, no dia 20, que também compõe a casa nos concertos que dá, e os GNR, a 21 de agosto, que é um nome que já não estava na FATACIL há alguns anos. A banda lançou um disco no ano passado» e poderá ser uma boa aposta para novas gerações, mas também para os públicos com mais uns anitos.
Dengaz, a 22 de agosto, estreia-se neste palco algarvio, ficando o dia seguinte reservado ao já repetente Quim Barreiros.
«Este ano, mais uma vez vamos continuar com um cartaz que garante a exclusividade no Algarve da maioria dos artistas. São cumpridas cláusulas temporais e de proximidade. Temos o concerto da Carminho e do Tiago Bettencourt, no dia 24, que é algo que não acontecerá em qualquer local. É um espetáculo preparado para duas datas e uma delas é a FATACIL», adiantou ainda André Sardet.
Os Xutos e Pontapés (dia 25) retornam à feira que tem tantos anos quanto a banda, até porque a história deles cruza-se muito com a deste evento. «O Matias Damásio, um nome que dispensa apresentações, é o maior cantor angolano, e este ano está a ter muito sucesso» sobe ao palco no dia 26 de agosto, assinalou Sardet. O cartaz encerra com os D.A.M.A, um «nome que tem enchido a FATACIL», concluiu.
Amar a Terra continua na nova localização
O diretor regional da Agricultura do Algarve Fernando Severino relembrou ainda que esta é a maior feira do sector primário, sendo um bom palco para mostrar o melhor do que se produz na região.
«Vamos repetir o espaço Amar a Terra na sua nova localização, com 32 stands, onde estarão os nossos produtos mais variados, desde a doçaria, os enchidos, o medronho, a gastronomia típica, o mel, o figo, a amêndoa, a alfarroba, os citrinos», enumerou.
Haverá demonstrações de showcooking em parceria com a Docapesca e com a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em articulação com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (Drapalg).
«Vamos ter o nosso stand institucional onde teremos a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, a Docapesca, os grupos de ação costeira, outras entidades, como a Agência Portuguesa do Ambiente, a Universidade, o Centro de Ciência Viva e também o centro Europe Direct para prestar a informação comunitária. A educação ambiental vai estar à disposição do publico infantil e juvenil em articulação com outras instituições, com temáticas como a utilização da água, separação dos resíduos», explicou.
Será mantido ainda o espaço agropecuário na localização habitual, perto da entrada a nascente, onde haverá exposições da cabra algarvia, ovelha churra e alguns animais exóticos.
A Drapalg promoverá o 24º Concurso Nacional da Ovelha Churra Algarvia, o Concurso do Mel da Região do Algarve, apresentações do cão do barrocal, workshops ligados à arte da empreita. Em relação às tertúlias, o tema de destaque será, segundo Fernando Severino, os acidentes com máquinas agrícolas e tratores.
No sector equestre, segundo Emídio Paias, o programa será diversificado e contará com artistas de renome. A programação abre com o espetáculo equestre «PatrimóniUs», (dia 19), seguindo-se a Poule de obstáculos (dia 20). No dia 21 será a vez de Francisco Cancella de Abreu, com a primeira parte de um estágio equestre. Ainda na segunda-feira, será a apresentação do Vilamoura Equestrian School. No dia seguinte será a segunda parte do estágio de Francisco Cancella de Abreu, e a 23 de agosto está marcado o espetáculo «PatrimóniUs», com Clemente Faivre, uma artista de destaque internacional que se estreia em Portugal.