A exposição dedicada a Nuno Júdice encerra no Museu de Portimão após receber cerca de 13 mil visitantes nacionais e estrangeiros, ao longo de quatro meses.
A exposição «Nuno Júdice e o Prazer das Imagens» encerra no dia 25 de janeiro, pelas 16h00, no Museu de Portimão, com um encontro especial de conversa e partilha com os curadores.
A mostra despede-se do público após receber cerca de 13 mil visitantes nacionais e estrangeiros ao longo de quatro meses.
Inaugurada a 20 de setembro, a exposição constitui uma viagem poética e artística pelo universo de Nuno Júdice, uma das figuras mais marcantes da poesia portuguesa contemporânea, cuja obra manteve uma relação profunda com as artes plásticas, o cinema e a fotografia.
Natural da Mexilhoeira Grande, o autor vê agora parte do seu espólio inédito apresentado ao público na sua terra natal.
Com curadoria de José Gameiro, Manuela Júdice e Filipa Leal, a exposição revela uma intensa e continuada relação poética com as artes, convidando os visitantes a percorrer a escrita, as artes plásticas, o cinema e a fotografia, através da sensibilidade de Nuno Júdice e do diálogo com outros criadores.
Entre os artistas representados estão os portugueses Graça Morais, Júlio Pomar, Jorge Martins, Rui Chafes, Manuel Amado, Duarte Belo, Manuela Pimentel e João Alexandrino, bem como os franceses Bernard Cornu, Colette Deblé e Julie Ganzin.
A exposição transforma a sala do Museu de Portimão numa ponte simbólica para Paris, cidade que marca o início e o fim do percurso expositivo, guiado pela escrita e pela voz do poeta.
Um texto inédito de 1967 — «Um Chagall, le poète et son double…» — dá as boas-vindas aos visitantes, remetendo para a primeira deslocação de Nuno Júdice a Paris, então acompanhado pelo ator e encenador Luís Miguel Cintra.
Apelando aos sentidos, a mostra permite ler poemas — alguns inéditos —, observar obras de artistas com quem Nuno Júdice colaborou ao longo da vida e assistir a dois documentários.
Os visitantes podem ainda escutar depoimentos de diversas personalidades da cultura, recolhidos especificamente para esta exposição.
Entre os destaques está o poema «A Inspiração do Poeta», escrito por Nuno Júdice a convite de Donatien Grau, programador do Museu do Louvre, para a publicação «100 Poètes d’aujourd’hui: Poésie du Louvre».
O texto chegou às mãos do autor poucos dias antes da sua morte, em Lisboa, aos 74 anos. A gravação da declamação deste poema, cedida pelo Louvre, integra a exposição e poderá também ser escutada entre 15 e 25 de janeiro no espaço »The Kitchen», em Nova Iorque, a convite da «New York Review of Books».
«Nuno Júdice e o Prazer das Imagens» pode ainda ser visitada até 25 de janeiro, no Museu de Portimão, às terças-feiras, das 14h30 às 18h00, e de quarta-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

