Rodrigo Borges de Freitas critica os métodos usados na escolha das lideranças das CCDR, defendendo maior transparência e envolvimento local.
O presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP no Algarve, Rodrigo Borges de Freitas, manifestou publicamente a sua preocupação e indignação com a forma como foi conduzida a escolha das presidências e vice-presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), em particular a do Algarve.
Numa nota à imprensa divulgada na segunda-feira, 12 de janeiro, dia das eleições, o dirigente considera que a recente reforma das CCDR, que tinha como objetivo reforçar o papel destas entidades no desenvolvimento regional e dar maior voz às autarquias, empresas e agentes económicos e sociais, está a ser contrariada na prática.
Segundo Rodrigo Borges de Freitas, as decisões essenciais continuam a ser tomadas de forma centralizada, nos órgãos nacionais dos grandes partidos, sem ouvir as estruturas locais nem os atores regionais do Algarve.
O responsável distrital do CDS-PP classifica como «inaceitável» que a escolha das lideranças de organismos que considera estratégicos seja feita, na sua perspetiva, de forma opaca e sem consulta prévia às estruturas distritais e concelhias, aos eleitos municipais ou aos representantes regionais.
Defende que os autarcas e agentes locais, por conhecerem melhor as necessidades e potencialidades do território, deveriam ter um papel ativo neste processo.
Rodrigo Borges de Freitas sublinha ainda que a questão central não reside nos nomes escolhidos, mas nos métodos adotados.
Na sua leitura, um processo que descreve como fechado e centralizador fragiliza a perceção pública sobre o mérito e a competência das lideranças designadas e afasta as CCDR do espírito de desenvolvimento regional que deveriam promover.
Na mesma nota, o dirigente afirma que as CCDR devem ser estruturas abertas à participação de todos os agentes políticos e sociais da região.
Apesar das críticas, termina desejando um bom mandato aos eleitos e nomeados, apelando a que exerçam funções em prol do desenvolvimento do Algarve.