Na segunda-feira, 13 de junho, uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), integrando o deputado algarvio Paulo Sá, esteve na Esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Vila Real de Santo António, onde as obras prometidas pelo anterior governo PSD/CDS nem sequer começaram.
Em outubro de 2014, uma delegação do PCP visitou a Esquadra da PSP de Vila Real de Santo António, constatando que as instalações se encontravam muito degradadas.
Efetivamente, «as paredes e os tetos apresentavam muitas fissuras e fendas, algumas delas de grande extensão e profundidade, além de extensas manchas de humidade, resultantes de infiltrações; o estuque das paredes e dos tetos encontra-se danificado, ameaçando ruir; chovia em várias divisões do edifício. O estado de degradação colocava em causa a segurança dos 58 profissionais da PSP que, na altura, aí trabalhavam, assim como dos cidadãos que aí se deslocavam», denuncia esta força política de esquerda.
Logo após esta visita, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o anterior Governo PSD/CDS (pergunta n.º 341/XII/4.ª, de 4 de novembro) sobre as suas intenções relativamente à Esquadra da PSP de Vila Real de Santo António. Na sua resposta, o anterior Governo informou que considerava a intervenção de reabilitação da Esquadra da PSP prioritária no plano de investimentos para 2015, manifestando a intenção de «proceder às necessárias obras de reabilitação com a maior brevidade possível», prevendo «o início dos trabalhos no final do primeiro semestre do próximo ano [2015]» e admitindo «um prazo de conclusão de 3 a 5 meses».
Tal não aconteceu e já vários espaços da Esquadra tiveram de ser escorados, por ameaçarem ruir.
«Esta é uma situação inaceitável, pois coloca em risco a segurança dos 63 profissionais da PSP que trabalham atualmente nesta Esquadra, assim como os cidadãos que aí se deslocam. Impõe-se, assim, que a PSP de Vila Real de Santo António seja dotada, urgentemente, de novas instalações, tendo o Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio do deputado Paulo Sá eleito pelo Algarve, questionado a Ministra da Administração Interna».