As eleições da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão (AHBVP) estão marcadas para sábado, 5 de março, estando já certa a recandidatura da atual equipa da Direção, liderada por Álvaro Bila. Após dois mandatos, a mesma equipa tem um objetivo muito concreto para esta terceira etapa. «Achamos que devíamos de aproveitar o Portugal 2020 para a ampliação do quartel e do parque de viaturas», contou ao «barlavento» o presidente.
A intenção da AHBVP é criar um novo espaço para os bombeiros, com camaratas e balneários, pois, na altura dos incêndios florestais, com as equipas de intervenção, o quartel já se torna pequeno, mas também aumentar o espaço dedicado ao parque de viaturas. «Já temos alguns veículos ao relento», justificou.
O projeto da ampliação prevê o aumento do edifício para a zona da parada (no interior do quartel), aproveitando a reentrância do imóvel. Nessa área a acrescentar, o rés do chão ficará para estacionamento dos veículos dos bombeiros, sendo o primeiro andar destinado aos balneários e camaratas, numa obra que deverá rondar os 500 mil euros. «Caso seja aprovada, será comparticipada por fundos comunitários, com a AHBVP a cobrir à partida 20 por cento. Já temos o estudo feito, vai entrar na Câmara Municipal para informação prévia, para que, assim que abrir a candidatura, estar tudo preparado para concorrer», argumentou.
Esta foi a razão, que levou esta equipa a decidir caminhar para o terceiro mandato, não havendo alterações, a não ser nos suplentes, pois havia «pessoas que não tinham tanta disponibilidade», avançou.
O caminho percorrido até à data baseou-se no aumento das condições de trabalho. Um dos exemplos foi o reordenamento do quartel no que toca à utilização de espaço. Hoje, quase todas as salas estão prontas para uma dupla função, agilizando recursos caso haja uma catástrofe, que necessite de um núcleo de resposta rápida.
«Fomos o quartel que mais subiu no Algarve em número de ocorrências e temos correspondido a todas», sublinha. Há uma equipa permanente no Aeródromo, devido à nova ligação aérea entre Portimão e Bragança, além da prevenção no heliporto do hospital da cidade. Mas há muitas dificuldades no quotidiano de um quartel, que conta com um orçamento anual de 1,5 milhões.
No total são 120 voluntários ao serviço da população todos os dias. E se não houvesse esta vertente, os bombeiros teriam que ser municipais, sendo o orçamento disponibilizado pela autarquia. «A Câmara Municipal felizmente dá-nos 350 mil euros. O resto temos nós que arranjar. E é bom que as pessoas e o poder político tenham a noção de que se não existissem os voluntários, teriam que existir os municipais, financiados na integra pela autarquia», concluiu.