O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) informou, em nota de imprensa enviada hoje, 28 de maio, que vai levar a cabo um cordão humano contra a exploração de petróleo no mar ao largo de Aljezur, no próximo sábado, dia 11 de Junho, pelas 16 horas, em frente à Câmara Municipal de Aljezur.
O MALP considera «inaceitável que o Estado e o Governo Português via Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos avancem à socapa para uma consulta pública com o objectivo de decidir da autorização da prospecção de petróleo ao largo das praias do Alentejo e do Algarve quando na semana anterior as vozes dos principais representantes da região se posicionaram de forma clara e contundente contra a exploração de petróleo e gás natural na região do Algarve».
Assim, este movimento faz «um apelo lancinante para que as principais forças vivas das regiões do Algarve e do Alentejo, autarcas, empresários do turismo e da pesca, representantes do sector imobiliário, sindicatos, movimentos sociais, associações ambientais, partidos políticos, cidadãos nacionais e estrangeiros, se juntem em frente à Câmara Municipal de Aljezur para mais uma vez afirmarmos em conjunto um rotundo não à exploração de petróleo e gás natural no mar e nas terras do Algarve e para sensibilizar toda a população portuguesa para a necessidade de participar ativamente na consulta pública que o Estado português vai fazer até 22 de Junho no sentido de se encontrarem bons argumentos que fundamentem uma decisão que possa travar a barbárie que se adivinha para o Algarve e para a região litoral do Alentejo».
O MAPL «apela a todas as pessoas que tragam consigo um cartão vermelho para mostrar a sua reprovação moral ao concessionário ENI/GALP e informa que vai colocar à votação em consulta popular em frente à Câmara Municipal de Aljezur a demissão do Dr. Paulo Carmona da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), por considerar que as suas intervenções no espaço público não se terem orientado pela defesa do interesse público e da vida das populações que habitam os territórios locais e parecer mais interessado em defender a exploração de hidrocarbonetos em Portugal».