A festa dos 50 anos da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim foi assinalada com um olhar no futuro e a participação da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Os pontos altos desta histórica celebração decorreram no sábado, dia 29 de março, com um Dia Aberto e uma programação que incluiu jogos tradicionais, atividades na natureza, música e a estreia de um documentário.
O auditório da sede da reserva natural acolheu uma mesa redonda sobre o presente e o futuro daquele território, com a moderação da jornalista e diretora do Sul Informação, Elisabete Rodrigues, enquanto o espaço exterior foi palco da estreia da peça de teatro infantil «A Aventura do Júnior na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António», encenada por Ricardo Jerónimo.
Antes de um momento musical com André Ramos, foi inaugurada a obra de requalificação dos espaços exteriores e da placa comemorativa por Maria da Graça Carvalho.
O aniversário contou ainda com a participação de grupos de escuteiros, da população sénior dos lares e centros de dia dos dois municípios e do presidente do conselho diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Nuno Banza.
«O município de Castro Marim, no âmbito da Cogestão da Reserva Natural do Sapal, tem feito um trabalho de aproximação da nossa política municipal a nível do ambiente, da sustentabilidade, da economia social, da cultura, sempre ligada, e cada vez mais ligada, à reserva. É com orgulho que vamos deixar o espaço melhor do que aquele que encontrámos. Este é o nosso compromisso e do grupo da Cogestão e de Castro Marim», salientou a vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra.
Para o presidente da Cogestão e do município de Castro Marim, Francisco Amaral, a criação desta reserva foi «o resultado do sonho de alguns e da luta e resiliência de outros».
Durante a sua intervenção, a ministra do Ambiente e Energia deixou o repto para a comunidade da reserva de «conservá-la e ficar cada vez melhor para as próximas gerações».
A zona húmida de importância internacional localizada no Sotavento algarvio foi criada com o objetivo de conservar a natureza e assegurar o equilíbrio dos ecossistemas, a melhoria das condições de vida das populações residentes e ainda a valorização das atividades tradicionais e a proteção do património paisagístico.
Junto à foz e às margens do rio Guadiana, esta área natural abrange uma zona de vários hectares constituídos por sapais salgados, corpos de água salobra, salinas e esteiros que abrigam um elevado número de espécies de fauna e flora.