Joana da Silva, a feiticeira de Alfombras e a Inquisição em Aljezur são tema de conferência/ debate com o especialista José Pedro Paiva, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Dando continuidade ao Ciclo de Conferências «Aljezur no Tempo e na História», que ficou durante a pandemia, a Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, retoma a atividade com uma extraordinária conferência subordinada ao tema «Joana da Silva, a feiticeira de Alfombras e a Inquisição em Aljezur», proferida pelo maior especialista da História da Inquisição em Portugal, o professor doutor catedrático da Universidade de Coimbra, José Pedro Paiva.
Será no sábado, dia 2 de outubro, à 15 horas no Espaço +, em Aljezur.
Em maio de 1745, os Inquisidores de Évora ordenaram ao licenciado Afonso de Almeida Corte Real, notário da Inquisição em Lagos, que fosse a freguesia da Bordeira, perto da vila de Aljezur, recolher Informações de Joana da Silva, viúva, e de sua filha Catarina de Jesus, ambas moradoras em Alfombras.
A diligência fora desencadeada devido a denúncia que o cura da Bordeira enviara para a Inquisição de Évora, pela qual se presumia que estas duas mulheres eram «tidas e havidas por feiticeiras e buscadas pera curar de malefícios, com outros que fasem, e descobrirem furtos, curarem de enfermidades e fazerem outras cousas supersticiosas».
Esta conferência propõe uma análise do processo inquisitorial que foi aberto contra Joana da Silva, por práticas que o Santo Oficio classificou como «feitiçarias», o qual constitui um exemplo da atuação da Inquisição na região de Aljezur.
A entrada é livre mas sujeita à lotação do espaço (25 pessoas).
