A Juventude Comunista Portuguesa apresentou três propostas na última reunião do Conselho Municipal de Juventude de Lagos (CMJL), no dia 10 de outubro, sobre o Espaço Jovem, a Precariedade e a atual situação do norte de África e Médio Oriente. Esta estrutura partidária apresentou as quinze medidas que reivindica para o Espaço Jovem, que passam pela revitalização do local, tornando-o mais atrativo e rico em atividades e serviços para esta faixa etária.
«A única referência à juventude que o programa do Partido Socialista para as últimas autárquicas, de 2013, fez, foi Continuar a apoiar o Espaço Jovem, o que, para os jovens comunistas, é vago e insuficiente», argumentam em nota de imprensa. A proposta obteve os votos a favor da JCP e da Juventude do Bloco de Esquerda (JBE), enquanto a Juventude Social Democrata (JSD) e o Agrupamento 173 do Corpo Nacional de Escutas se abstiveram.
No caso da segunda proposta, que apenas contou com o voto favorável da JCP, abstendo-se as restantes estruturas que estiveram na reunião, o tema foi o combate à precariedade. «Depois de uma avaliação dos dados relativos à precariedade existente em Portugal, que atinge mais de um milhão e duzentos mil trabalhadores, dos quais seiscentos mil são jovens», a JCP propôs que o Conselho Municipal de Juventude de Lagos exija do governo «uma política que combata efetivamente» aquele flagelo.
Na região algarvia estima-se que esta questão afete «milhares de jovens, muitos com apenas 15 e 16 anos», que estão sujeitos a níveis altíssimos de exploração, justificaram. A solução apontada será, entre outras medidas, a Autoridade para as Condições do Trabalho reforçar «fiscalização e sancionamento dos abusos».
A terceira proposta apresentada pela Juventude Comunista colocou em discussão a situação do norte de África e Médio Oriente. Os jovens comunistas acusam a NATO de ser uma «organização político-militar representativa da política externa dos EUA e maior ameaça à paz na Europa e no mundo». Lembrando os objetivos militaristas da última cimeira da NATO, em Varsóvia, a JCP propôs que o CMJL repudie a realização daquela iniciativa, bem como a participação das forças portuguesas em agressões militares desta organização. A proposta foi chumbada, com os votos contra das Juventudes do Bloco de Esquerda e da Social Democrata e dos Escutas.