A Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa (FATACIL) já conta com 37 edições e, aos poucos, foi perdendo o carácter regional para ser uma montra do país, em detrimento do Algarve. Este ano, com a organização da responsabilidade da Câmara Municipal de Lagoa, o evento apresenta o recinto renovado, e também uma alteração a este paradigma. Ou seja, a autarquia quer retomar o espírito original e colocar a região em destaque durante os dez dias do evento.
Quase a postos para o início da feira, que começa esta sexta-feira, dia 19, e com um ar diferente, a autarquia teve de enfrentar constrangimentos devido às regras de contratação pública a que está sujeita. Por isso, uma das ideias futuras poderá ser a criação de uma «empresa municipal ou outra figura semelhante, onde a organização da FATACIL seja integrada», pois uma entidade para fazer apenas cultura não é sustentável, argumentou Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal.
A verdade é que a FATACIL, quando nasceu, era uma mostra das atividades económicas do concelho e, devagar, Lagoa foi desaparecendo, assim como o Algarve. E é isto que queremos inverter nos próximos três anos», atingindo uma representatividade do Algarve de metade, no mínimo.
Este ano, já com essa visão a grande montra da região, o aMar aTerra, passou para o espaço central do recinto, para colocar produtores, empresários e produtos no coração da FATACIL. Por outro lado, o edil lançou, há dois anos, um «preço especial para expositores do concelho» para gerar atratividade local.
«O artesanato era um cartão de visita e, aos poucos, fomos andando atrás do artesanato industrial. Com a discriminação positiva tentamos atrair quem trabalha ao vivo, porque estas pessoas foram-se afastando da FATACIL», justificou Francisco Martins, uma dinâmica que o edil também quer recuperar a curto prazo.
No recinto, este ano, o visitante poderá encontrar pontos-âncora, ou referências, para que seja percorrido um circuito por toda a feira. «Temos que ter variedade, mas também dar condições a quem vem expor de fazer negócio, direta ou indiretamente», sublinhou ainda o autarca.
A primeira medida foi baixar os preços de entrada e dos expositores, pois a política que era seguida, de aumentar preços para «tapar o buraco financeiro, levou ao afastamento das pessoas», concluiu.
Protocolo mais antigo da DRAPAlg é com a FATACIL
O protocolo de parceria mais antigo da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAlg) é com a FATACIL e data de 1996, comemorando, em 2016, vinte anos de colaboração. A prenda será a passagem do pavilhão da DRAPAlg para o centro do recinto, um desafio abraçado pela entidade pública. Apesar dos diversos sectores a destacar, a vitivinicultura será a central, até porque este é o ano em que Lagoa é a capital do vinho. «A vinha tem vindo a ser dinâmica» e mesmo com um «conjunto de pequenas adegas, hoje produzimos pouco mais do que um milhão de litros de vinho no Algarve (o que é pouco se comparado com uma grande adega do Alentejo), mas passou a ser sinónimo de qualidade», afirmou José Graça, diretor adjunto da DRAPAlg. A mostra pecuária ficará no mesmo espaço habitual, junto à equestre.
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Cartaz de luxo e regular
D.A.M.A. (19), Anselmo Ralph (20), The Gift (21), Agir (22), Miguel Araújo (23), Quim Barreiros (24), Rita Guerra (25), Mickael Carreira 
Colóquios serão no «aMar aTerra»
Na 37ª edição da FATACIL haverá um espaço, entre o pavilhão dedicado aos produtos locais e regionais e o lounge, reservado aos colóquios, que antes eram realizados à porta fechada. «Quem lá passar vê que está a acontecer e poderá ficar a ver se achar o tema interessante», considerou Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa.
Venda de bilhetes online
Os bilhetes para a FATACIL também são vendidos online em versão individual (3,50 euros), familiar (12,5 euros) ou passe para dez dias (20 euros). As entradas para crianças até aos 12 anos são gratuitas. A organização recomenda a aquisição de entradas com antecedência. Os passes devem ser trocados por uma pulseira no secretariado da FATACIL, no recinto.
Lagoa vai tentar recorde do Guinness
O Lagoa Reserva DOP 2014, que esteve a estagiar no rio Arade, será o protagonista da tentativa do município entrar no Guinness Book of Records, com o maior brinde, agendado para dia 27, durante o concerto da fadista Ana Moura. Será necessário participarem mais de 1500 pessoas.
Estacionamento e mais uma ATM
Nos arredores do recinto haverá quatro estacionamentos pagos, registando a organização um grande aumento de capacidade, até porque era um dos pontos fracos nos inquéritos de satisfação. A novidade é que um destes parques pagos fica junto ao antigo Izi e à Sanipina, tendo capacidade para mil viaturas. A Câmara Municipal de Lagoa acordou também com o Aldi e com o Apolónia, em que, das 22 à 1 hora, é possível estacionar junto às superfícies comerciais de forma gratuita. No recinto será também instalada outra máquina ATM, junto à restauração.
PDR 2020 em destaque no espaço da DRAPAlg
Os números relativos ao novo quadro comunitário PDR 2020 estarão em exposição na FATACIL, para a divulgação dos apoios a nível de fundos comunitários. Em julho, segundo José Graça, diretor adjunto da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Algarve, existiam 26 mil candidaturas nacionais, das quais 11 mil já tinham sido analisadas e, dessas, 6000 tinham sido aprovadas e 4000 tinham projetos contratados, no valor de mais de 300 milhões de euros de despesa pública. O Algarve tinha cerca de mil projetos, das quais 318 estavam analisadas e 134 contratadas.
Lagoa, capital do vinho português
No âmbito da iniciativa «Lagoa – Cidade do Vinho 2016», promovida pela Câmara Municipal, a FATACIL terá um programa dedicado em exclusivo aos rótulos e nectáres de todo o país. Cada um dos 10 dias do certame evidenciará uma região vitivinícola convidada, a gastronomia, cultura e folclore, além dos produtores algarvios em destaque permanente.