«BiSafe» assim é o nome do projeto inovador que está a ser desenvolvido por alunos e professores da Escola Secundária João Deus, em Faro, do curso de ciências e tecnologias (11º) e do curso profissional de multimédia (10º e 12º).
Trata-se essencialmente da criação de uma aplicação para telemóveis que permite ao consumidor/mariscador/comerciante decidir se é seguro consumir/apanhar/comercializar determinado tipo de bivalves. O objetivo é garantir a segurança alimentar relacionada com o consumo de bivalves e biotoxinas associadas.
O tema central relaciona-se com a ocorrência de blooms sazonais de microalgas produtoras biotoxinas e as consequências graves da ingestão de bivalves contaminados o que leva a que se desencadeiem ações de interdição de apanha e comercialização na Ria Formosa.
Contudo, e esta foi uma das conclusões do projeto piloto já desenvolvido, continuam a ser comercializadas e consumidas grandes quantidades de bivalves em épocas interditas.
Este projeto foi selecionado no concurso de ideias da 13ª edição do prémio Ciência na Escola da Fundação Ilídio Pinho que conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência e do Ministério da Economia.
O projeto tem um site oficial (http://annastudios.wix.com/bisafe) e uma página no facebook (https://www.facebook.com/bisafe.esjd/), ambas com o objetivo de averiguar o grau de conhecimento da população acerca das biotoxinas.
O projecto tem ainda um inquérito online.
A aplicação (para Android) está disponível para descarregar no site (http://annastudios.wix.com/bisafe) e brevemente através do Google Play.
«BiSafe» é uma prova de que «a ciência e tecnologia podem ser uma mais-valia para a segurança alimentar das populações ou seja na construção de um mundo melhor», explica a professora Helena Barracosa, em nota enviada ao «barlavento».