Jamila Madeira, Jorge Botelho e Luís Graça, deputados socialistas do Algarve visitaram Barragem da Bravura. Ligação ao Alqueva é uma prioridade.
Jamila Madeira, Jorge Botelho e Luís Graça, deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pela região do Algarve, visitaram este sábado, 15 de março, a Barragem da Bravura, em Lagos, onde acompanhados pelo presidente do município lacobrigense, Hugo Pereira, foram recebidos pelos responsáveis da Associação de Regantes e Beneficiários do Alvor (ARBA), entidade responsável por este equipamento hidroelétrico.
Durante a visita, os eleitos socialistas inteiraram-se dos novos projetos em curso que visam a requalificação e modernização dos sistemas de abastecimento de água para consumo humano e para o sector agrícola, designadamente a construção de uma estação elevatória e outra de filtragem, bem como de um reservatório para armazenamento de água (com capacidade para dois dias de abastecimento) e ainda a pressurização de um troço da conduta principal.
«Quinze milhões de euros de investimento que foram assegurados e contratualizados ainda pelo Governo do Partido Socialista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e só na próxima semana é que serão conhecidas as empresas concorrentes. Desperdiçaram um ano. Fala-se muito da necessidade de executar as verbas do PRR mas o governo da AD levou um ano para lançar estas obras que já estavam com financiamento assegurado», lamenta o deputado e presidente da Federação do PS Algarve, Luís Graça.
Os deputados do Partido Socialista registaram, com satisfação, o facto da Barragem da Bravura ter atingido já 40% da sua capacidade, isto após as chuvas de fevereiro e março que se fizeram sentir de forma intensa no Barlavento Algarvio.
Porém, e porque o Algarve não pode continuar dependente das chuvas ocasionais que em 2025 vieram amenizar o problema da escassez de água, a grande mensagem que os deputados socialistas deixaram estava focada no futuro.
«Vemos com satisfação que o trabalho desenvolvido pelo anterior Governo está a dar frutos. Estas obras que agora vão começar são a primeira parte da resolução do problema em definitivo», disse Luís Graça.
Para o deputado socialista, o futuro terá de continuar a ser traçado, apesar do panorama menos negro graças às chuvas deste inverno. «É bom que tenha chovido e que os volumes de água das barragens do Algarve estejam em cotas elevadas, mas não podemos continuar dependentes das vicissitudes atmosféricas».
Por sua vez, Jamila Madeira apontou baterias a um projeto que pode gerar uma solução definitiva.
«A solução passa pela ligação ao Alqueva, aproveitando o projeto de adução para Santa Clara, em Odemira. O que temos de fazer é começar, desde já, a estudar a forma de trazer água da Barragem de Santa Clara para a Bravura e, desta forma, minimizar o défice de retenção de água desta zona do Algarve», adiantou.
Neste linha, Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, deixou também ele uma boa notícia: «o município de Lagos, eventualmente no âmbito da própria Associação de municípios das Terras do Infante, está disposto a apoiar financeiramente os estudos que perspetivem a ligação entre a Barragem de Santa Clara e a Barragem da Bravura. Seria, seguramente, uma obra importantíssima para todo o Barlavento algarvio, que mais tarde poderá ser complementada até à Barragem do Arade.
Recorde-se que a Barragem da Bravura, edificada nos anos 50 do século passado, disponibiliza água para consumo humano para os concelhos de Lagos, Vila do Bispo e Aljezur, sendo que a ARBA tem cerca de 900 beneficiários que usam a água da Bravura para regar mais de 1800 hectares de superfície.
Após a conclusão desta primeira fase, a ARBA tenciona continuar os investimentos que, numa segunda fase, irão incidir na cobertura de todos os canais de abastecimento.

