Tendo como base a linha de pensamento de que a cadeia deve ser um Centro de Reflexão, oposto à vida real e, cada vez mais, existe menos pessoas a refletir devido às suas vidas passadas a correr e em stress. Assim, os internos devem «repensar na sua vida, preparando de forma qualitativa pois mais tarde, em liberdade, será de enorme valor», explica Carlos. Uma das ideias que esta palestra pretende transmitir é que a reflexão é uma oportunidade que poucos têm, contudo é fundamental e motivadora, a Universidade assume assim uma missão alargada na sociedade. O orador sublinha também que «Lá fora na vida real existem muitíssimos mais prisioneiros que nas cadeias…», sendo prisioneiros de medos, de egoísmos, de indiferenças, de ambições materiais, de modas e do efémero. Por isso, a sessão esclarecerá o verdadeiro significado da liberdade, que é um «estado de consciência [e] não uma simples liberdade de movimentos», só com ela se saberá «o valor do nosso existir, partilhando o melhor de nós com os outros», concluiu.