Reunir o melhor da caça, da pesca e do mundo rural é o objetivo desta feira que se realiza entre 10 e 12 de julho, no Parque de Exposições de Tavira. Por ser única em todo o país, constitui um importante marco a nível do panorama nacional de feiras e, desde há 20 anos, que tem vindo a crescer.
A manutenção e o crescimento destas iniciativas são fundamentais, dada a notável quebra no resto do país, considerou em declarações ao «barlavento» Vítor Palmilha, presidente da Federação de Caçadores do Algarve e o organizador principal deste evento.
«É um evento que comemora o seu vigésimo aniversário, por isso organizamos algo maior, pretendemos que este seja um dos maiores nesta temática.», destacou este responsável, que revelou também alguns pormenores sobre este certame.
Além de ser uma iniciativa que atrai muito público pelas temáticas que aborda, o presidente da Federação acredita ser fundamental ter uma animação musical de relevo, para incentivar a visita de outras pessoas a este certame. Assim, o palco será destinado à banda algarvia Íris, amanhã, dia 10, seguindo-se António Zambujo no sábado, dia 11. O valor da entrada é de 2,5 euros.
Para celebrar o vigésimo aniversário, o espaço será maior do que no ano passado, tendo duas tendas de exposição, onde estarão mais de duzentos expositores de diversas áreas, desde a caça, a pesca, o artesanato, os produtos da terra, as máquinas agrícolas, a gastronomia ou a fauna viva (javalis, perdizes, coelhos, lebres). Haverá também lugar para uma exposição de aves e de animais exóticos.
Por sua vez, haverá diferentes concursos para selecionar o melhor entre os melhores da região. Serão sujeitos à avaliação produtos como o mel, as ovelhas churras algarvias, as matilhas, as tasquinhas. Para animar o recinto do certame serão ainda promovidos diversos torneios, colóquios sobre caça, atuações de ranchos e exposições.
Pela primeira vez, enquadrada na Rota de Vinhos do Algarve, terá lugar uma prova de vinhos, sendo também uma estreia o «show cooking», onde serão cozinhados vários pratos da gastronomia algarvia e de caça, ao vivo e a cores. A organização pretende que a feira «seja temática e diversificada, mantendo-se assim um símbolo de renome nesta área», sublinhou Vítor Palmilha.
Esta iniciativa será também um ponto de encontro para várias entidades, na luta pela defesa da continuação do ordenamento cinegético. Várias pessoas e entidades serão também homenageadas, pois implementaram e permitiram a continuidade da realização desta feira, que já comemora 20 anos.
Além dos visitantes habituais, a data foi escolhida, por outro lado, de modo a atrair turistas nacionais e internacionais que estejam de férias no Algarve.
O presidente Vítor Palmilha considera que o balanço destes vinte anos é positivo. «Foi graças aos apoios de diversas Câmaras Municipais, de várias organizações e da imprensa regional que conseguimos dar continuidade a esta feira. Ao longo dos anos evoluímos, ao contrário do panorama nacional de caça, em que se notou um grande decréscimo, e pretendemos continuar com este evento por muitos mais anos», concluiu Vítor Palmilha.
Coordenação Ana Sofia Varela com Inês Coelho.