Os eleitos do Bloco de Esquerda (BE) de Olhão exigiram, na última sessão da Assembleia Municipal, a 29 de fevereiro, a suspensão do atual tarifário de água, saneamento e resíduos sólidos aplicado pela Ambiolhão naquele concelho. Os serviços são assegurados por aquela empresa municipal, devido a um contrato de gestão celebrado com a Câmara Municipal local.
Para os eleitos do BE estão em causa os aumentos impostos em 2015, face ao tarifário que estava em vigor antes, e que tinha sido aprovado pela autarquia. «No primeiro escalão, ou seja, aquele que é pago por todos os consumidores, registam-se as seguintes variações: aumento de 20 por cento na componente fixa da água e de 8,27 por cento na variável; aumento de 228,56 por cento na componente fixa de saneamento e 10,82 na variável; aumento de 22,50 por cento na componente fixa de resíduos e 72,53 por cento na variável», enumeram.
Como os bloquistas têm «fortes dúvidas sobre a legalidade dos tarifários aplicados desde 2015 pela Ambiolhão» e como pretendem «evitar que se continuem a cobrar indevidamente tarifas aos munícipes, o vereador eleito pelo BE apresentou também na reunião de Câmara, a 2 de março, uma proposta para a suspensão imediata do tarifário de água, saneamento e resíduos urbanos atualmente em vigor e consequente reposição do tarifário de 2012 (último tarifário aprovado pela Câmara Municipal), até que seja reposta a legalidade das atualizações dos tarifários».
Os representantes do BE também tinham pedido na Assembleia Municipal esclarecimentos quanto a estes aumentos, aplicados sem a ratificação da Câmara Municipal, mas não obtiveram resposta.