Líder do PS esteve hoje numa empresa de atum em Olhão e acusou Governo de abandonar o mar como prioridade económica.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, acusou hoje o Governo de abandonar o mar como prioridade para o desenvolvimento económico, com efeitos negativos para o crescimento.
Em declarações aos jornalistas, em Olhão, por ocasião de uma visita a uma empresa de produção e venda de atum, localizada no porto de Olhão, José Luís Carneiro disse que a economia portuguesa está «a cair» e que isso «deve preocupar o Governo».
«A economia portuguesa está a perder competitividade e isso significa que o Governo está incapaz, hoje, não mostra capacidade, para manter a competitividade da economia portuguesa em condições de criar riqueza», diagnosticou.
José Luís Carneiro contrapôs que o PS tem uma «abordagem económica distinta para o país, baseada na produtividade, baseada na competitividade, na qualificação das pessoas, na valorização da investigação e do conhecimento».
«E é por isso é que eu estou a visitar um setor importante da nossa economia nacional, a economia do mar. Estamos hoje aqui junto a uma das maiores empresas de produção e venda de atum, é uma das mais importantes indústrias nacionais. A economia do mar é um vetor essencial do crescimento da economia do país», afirmou.
O secretário-geral socialista quer «uma economia mais produtiva», recordou que o setor do mar «representa 4% da riqueza nacional e representa 4% do emprego» e pode ainda «crescer muito».
«A economia do mar, a economia azul, as autoestradas do mar, a produção e o apoio aos nossos pescadores, a valorização da aquacultura, a produção de energia offshore, há aqui um potencial imenso para a economia do país e naturalmente aquilo que me preocupa é que o Governo esteja distraído desta prioridade política nacional», disse também o dirigente partidário.
José Luís Carneiro considerou que o mar deve ser encarado como «uma prioridade política de primeira importância» e salientou que «estava a sê-lo» quando o PS estava no Governo.
«Entretanto perdeu essa centralidade e aquilo que nós queremos é que volte a ganhar centralidade», propôs.
Foto: PS.