O reforço da oncologia no Algarve inclui PET-TAC público e um Centro Oncológico Regional do Algarve Sul, evitando deslocações para fora da região, foi hoje confirmado.
O reforço da oncologia no Algarve, com o primeiro PET-TAC público da região e a criação de um Centro Oncológico Regional do Algarve Sul, num investimento global de cerca de 33 milhões de euros, foi confirmado esta segunda-feira, evitando futuras deslocações de doentes a Lisboa e a Sevilha.
A confirmação foi feita pelo presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, Tiago Botelho, durante a cerimónia de assinatura dos acordos para a formalização do Hospital Central do Algarve, esta manhã, no Parque das Cidades.
«Com o apoio do PRR e da autarquia de Albufeira, em breve teremos o primeiro PET-TAC na região para terminar com as deslocações de algarvios a Sevilha e a Lisboa», afirmou Tiago Botelho.
O equipamento permitirá realizar diagnósticos oncológicos no Algarve, sem necessidade de deslocação para fora da região.
Investimento reforçado com fundos europeus
Segundo o presidente da ULS Algarve, o investimento inicialmente previsto para a área oncológica foi reforçado com financiamento comunitário.
«Foi com este objetivo claramente que conseguimos, através de um trabalho conjunto, nomeadamente também com a CCDR Algarve, garantir um financiamento do FEDER e passar dos 8 milhões de euros iniciais para investir na área oncológica para 10 milhões de euros», explicou.
Este reforço integra um plano mais amplo. «O valor insere-se num investimento transversal a toda a área oncológica que chamamos Centro Oncológico Regional do Algarve Sul, totalizando, de forma coerente, cerca de 33 milhões de euros de investimento», disse Tiago Botelho.
Equipamentos distribuídos pela região
De acordo com o responsável, o investimento terá impacto em toda a região. «Este valor permitirá investir em equipamentos essenciais, em edifícios e em intervenções que se situam em todo o Algarve, desde Lagos até Tavira, beneficiando toda a rede de saúde da região, com impactos diretos e positivos para os nossos utentes», afirmou.
O Hospital Central do Algarve integrará toda a resposta oncológica regional. «A área da oncologia estará totalmente integrada neste hospital, incluindo os primeiros equipamentos públicos de radioterapia do Algarve e todo o diagnóstico e tratamento, incluindo o diagnóstico do PET-TAC», garantiu Tiago Botelho.
Por sua vez, a ministra da Saúde confirmou que a oncologia «estará totalmente integrada neste hospital», com radioterapia, aceleradores lineares e todas as valências necessárias.
Tiago Botelho sublinhou ainda o impacto do novo hospital na atração de profissionais. «Também não tenho dúvida que o Hospital Central do Algarve permitirá atrair mais profissionais de saúde, profissionais altamente qualificados», afirmou.
Primeiras USF modelo C em Lagos e Silves
Durante a mesma intervenção, o presidente da ULS Algarve anunciou que foram recebidas três candidaturas ao concurso público para as primeiras unidades de saúde familiares do modelo C no Algarve, a implementar em Lagos e Silves.
«Este modelo de organização reforça a integração efetiva dos cuidados de saúde primários com os cuidados hospitalares e continuados», explicou.
Segundo Tiago Botelho, as novas USF vão «permitir, num primeiro momento, reforçar a cobertura de médico de família para mais 21.700 utentes, nesta modalidade inovadora dentro do Serviço Nacional de Saúde que acrescenta capacidade por via da captação da iniciativa privada».
O Hospital Central do Algarve deverá entrar em funcionamento dentro de seis anos, com um investimento total de 426,6 milhões de euros, em regime de parceria público-privada, que exclui, contudo, a gestão clínica.
Mais incerto, contudo, está o futuro do Hospital de Faro.