Os portugueses e as portuguesas têm na sua mão a responsabilidade de mudar o rumo do nosso país, de mudar o governo para devolver a esperança e reconstruir um país com futuro já a partir do dia 4 de outubro.
Esta responsabilidade é redobrada, pois dela dependerá o quotidiano e a vida de cada um de nós, individual e familiarmente, mas também o nosso futuro coletivo e da estrutura social portuguesa como hoje a conhecemos.
Foram muitas as desculpas ao longo destes quatro anos. Sabemos que depois de todos os sacrifícios que nos foram pedidos, os portugueses estão hoje pior e o país continua sem resolver o problema da dívida. O que podemos agora constatar é, sem margem para dúvida, um aumento da dívida pública para 130% e a manutenção do défice nos 7,2%, tal como em 2011.
Estes resultados verificam-se depois do atual governo vender ao desbarato empresas públicas que davam lucro e que rendiam dividendos aos portugueses, depois de terem carregado nos sacrifícios dos portugueses aumentando brutalmente a carga fiscal, cortando salários e pensões, depauperando o sistema público de saúde e de educação, cortando o apoio aos mais carenciados e aos mais idosos. Enfim, retirando a rede que o estado social deve promover e vendendo as joias da coroa.
Depois de tudo isto, não estamos melhor nos indicadores económicos. Os indicadores sociais estão piores, temos mais pobres, mais pobreza, mais pobreza infantil, menos classe média.
As prestações sociais que foram cortadas davam dignidade e humanidade a milhares de famílias. Retrocedemos social e economicamente e também não estamos melhor. As pessoas sentem-se abandonadas e as empresas sentem-se desapoiadas.
Perante isto, a Coligação PSD/PP agarra-se aos números do desemprego como boia salva-vidas. Neste caso, é uma triste e lamentável boia salva-vidas. Como sabemos, estes dados de que a Coligação PSD/PP tanto se vangloria são maus dados do desemprego, esta é uma taxa de desemprego que nos envergonha.
Para mim, 12 a 13% de desemprego é algo absolutamente inaceitável. Como portuguesa, envergonha-me que seja motivo de vaidade para alguém. Pior, é que esta tem sido tratada artificialmente com falsos estágios, ou seja, emprego a custo reduzido para as empresas, mas com elevados custos para o país e para o Estado, e que culmina no inqualificável convite do senhor primeiro-ministro para que estes quadros mais qualificados do nosso país emigrem.
Como resultado, vivemos a maior fuga de quadros que há memória. É a tradução real de um profundo desinvestimento no capital humano do nosso país e no nosso futuro coletivo.
E o que nos propõe agora a Coligação PSD/PP? O que propõe a fazer pelas portuguesas e pelos portugueses?
Não sabemos, nada dizem. Vendem um silêncio de ouro para tentar enganar tudo e todos! O Partido Socialista (PS) apresenta um programa credível feito com as pessoas, militantes e simpatizantes, com o contributo de tod@s.
Um programa com responsabilidade social, económica e com as contas feitas. A responsabilidade financeira é muito relevante para a nossa credibilidade como país e para assegurar o nosso futuro coletivo.
Assim, o próximo dia 4 de outubro é um dia muito importante de combate à impunidade que este governo acha que tem para com os portugueses e portuguesas. O atual governo acha que vale tudo, e para tal todo o discurso lhe é legítimo. Cabe aos cidadãos e cidadãs deste país dizer: «Basta!» Por isso mesmo, é preciso que ninguém fique indeciso nem indiferente ou fique em casa e que por tod@s nós vá votar. Vote por um País de esperança. Portugal precisa de si!
Jamila Madeira é economista e candidata à Assembleia da República pelo PS