VRSA assinala 250 anos com colóquio que junta especialistas e políticos para debater história e identidade no Centro Cultural António Aleixo.
A Câmara Municipal de VRSA promove o colóquio «Quarto de Milénio das Festividades da Fundação de Vila Real de Santo António», nos dias 11, 14 e 15 de maio, no Centro Cultural António Aleixo.
A iniciativa assinala os 250 anos da fundação da cidade e integra o Festival Histórico — Vila Real de Santo António Setecentista, reunindo especialistas, académicos e decisores políticos para uma reflexão sobre história e identidade.
O programa começa no dia 11 de maio, às 21h15, com uma conferência do cardeal D. Manuel Clemente, Patriarca Emérito, sobre «O Marquês de Pombal e a Igreja Católica».
Nos dias 14 e 15 de maio, o colóquio desenvolve-se em várias sessões dedicadas à fundação e evolução de VRSA, com a participação de investigadores nas áreas da história, arquitetura, património e ciências sociais.
A abertura institucional, no dia 14, conta com o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, e com o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve para a Cultura, Bruno Inácio.
Entre os oradores, António Ventura, da Universidade de Lisboa, aborda a relação entre o Marquês de Pombal e a maçonaria, enquanto Fernando Pessanha, historiador da autarquia e do CHAM — Universidade Nova de Lisboa, apresenta a evolução da localidade desde Santo António de Arenilha até à refundação.
O programa inclui ainda intervenções de Manuel Rato e Eduardo Fernandes, tenentes-coronéis do Exército, sobre o papel do engenheiro militar José de Sande Vasconcelos na construção da cidade e as manobras militares associadas às festividades.
A dimensão territorial e social é abordada por Mariana Pedrosa, da Câmara Municipal de VRSA e do ISCTE, com enfoque nas relações transfronteiriças na foz do Guadiana, estando também prevista uma visita guiada à frente ribeirinha, conduzida por Fernando Pessanha.
No dia 15 de maio, participam ainda Segismundo Pinto, da Academia de Heráldica do Algarve, sobre a heráldica das famílias nobres, e Nuno Campos Inácio, da Associação Portuguesa de Genealogia, sobre os primeiros povoadores da cidade.
Seguem-se comunicações de Marco Sousa Santos, da Câmara Municipal de Tavira e da Universidade do Algarve (UAlg), sobre arquitetura e poder no período pombalino, e de Walter Rossa, da Universidade de Coimbra, sobre o valor cultural da cidade e o seu potencial de reconhecimento internacional.
O programa inclui ainda uma mesa redonda e debate público, moderada por Maria Luísa Travassos, diretora do «Jornal do Algarve», com a participação de Álvaro Araújo e de Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
O colóquio termina com a assinatura de um memorando de cooperação entre os municípios de Vila Real de Santo António e Oeiras, para valorização do património pombalino.
A entrada é livre.