Continuemos, portanto, um caminho de solidariedade e igualdade de oportunidades para o desenvolvimento comum, pela modernidade e diversificação de intervenções económica e social.
Na embocadura do Mediterrâneo e com todo o atlântico sul como espaço de influência e afirmação nas rotas intercontinentais, a nossa terra, conhecida no ambiente cosmopolita internacional, que vive de continuar a atrair mais população, seja pelas migrações internas, seja pela procura turística pendular da proximidade dos centros emissores do norte e da fixação de capital fixo, pode surpreender os horizontes do futuro com a transformação pelo investimento em inovação e produção de serviços de alto valor estratégico.
Consideremos as oportunidades e necessidades do hinterland do Alentejo, do Algarve e Andaluzia em termos de dimensão de mercado nas novas ofertas tecnológicas para as soluções em saúde associadas à investigação e desenvolvimento, mesmo apreciando a pirâmide demográfica especifica e a estrutura da nova procura das patologias que se afirmam em crescendo; atente-se à realidade agroindustrial e das infraestruturas portuárias e energéticas vizinhas no país moderno que se vai afirmando com grandioso impacto do outro lado da nossa bacia marítima e que deseja potenciar a proximidade ao espaço europeu, com este país com quem nada tem a disputar, trazendo capital de cultura e disponibilidade de relação aproveitando as novas vias de penetração e distribuição alternativa.
Aproveitemos como positivas as responsabilidades de cuidado ambiental e resposta apta à tamanha navegação marítima diária que cruza toda esta nossa esquina do atlântico com as capacidades para a formação de mar, de socorro e proteção oceânica e assim também, naturalmente, da solução pelo desenvolvimento náutico e das novas marinas.
Surpreendamos em demonstração da nossa reinterpretação da fauna e flora do mundo que daqui se descobriu pelas constelações de estrelas, para sul e mostremos, façamos visitar, toda essa cultura pela tecnologia de vanguarda, a partir daqui, do nosso território que era então o fim do mundo; ainda, como bem nota o amigo empreendedor Paulo Bernardo «que outra Universidade tem um aeroporto internacional no seu quintal?…».
Sim, tamanhas oportunidades de explorar novos caminhos, atrair novos consumidores, fidelizar procura, por essencialmente convidarmos à fixação de novos investidores em parceira com os empreendedores, com as nossas potencialidades ainda por desenvolver e que estão mesmo aqui – na tamanha diversidade deste nosso Algarve.
Por momentos não pensemos, nem nos deixemos determinar por causa ou pelos fundos europeus, que vão escassear por razões da evidência (pelo menos estatística) do aumento de níveis de rendimento médios ou pela afetação prioritária a outras áreas de interesse e necessidades a Leste. Preparemo-nos já para antecipar, com autonomia estratégica, pelos nossos recursos que são imensos.
As nossas autarquias, serão como até aqui, os agentes de progresso desta renovada região de futuro que se reinventará em parcerias territoriais com partilha de responsabilização, com massa critica de pensamento e vontade para atrair estas novas rotas de investidores no Algarve e mais além, até ao centro europeu que precisa de redescobrir a nossa segurança, o nosso clima e o conforto da nossa maneira de estar e ser como povo e região.
Continuemos, portanto, um caminho de solidariedade e igualdade de oportunidades para o desenvolvimento comum, pela modernidade e diversificação de intervenções económica e social.
Paulo Neves, Coordenador SEDES Algarve.