Os eleitos da CDU apresentaram três moções sobre problemas dos trabalhadores, que foram aprovadas, na reunião da Assembleia Municipal de Faro, que decorreu a 12 de setembro. Na última reunião deste mandato 2013-2017, na capital algarvia, os membros eleitos pela coligação começaram por apresentar uma moção pela reposição dos 25 dias úteis de férias para os trabalhadores do município de Faro. O documento foi aprovado por maioria, com o voto a favor dos elementos da CDU, do PS e do BE e abstenção dos restantes eleitos. «Durante o período de intervenção da troika no país, e com uma ação decisiva por parte do anterior governo PSD/CDS, os direitos dos trabalhadores e do povo português foram profundamente atingidos. É necessário prosseguir com a reposição de direitos retirados aos trabalhadores, quer da administração pública, quer do sector privado. Da mesma forma que foi possível, por via da celebração de Acordos Coletivos de Entidades Empregadoras Públicas, entre as autarquias e as organizações representativas dos trabalhadores (sindicatos), repor o horário de trabalho das 35 horas semanais, também agora estão reunidas as condições para que o município venha a acordar a reposição dos 25 dias úteis de férias que existiam antes dos atuais 22», defenderam. Na mesma reunião foi ainda aprovada por unanimidade a moção de exigência de concretização da passagem dos Bombeiros Municipais de Faro a Bombeiros Sapadores. Segundo a CDU, o documento exige que Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, cumpra, ainda no decurso do atual mandato, as deliberações da Assembleia Municipal sobre esta medida, recordando que o Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro já existe desde 2012. Por fim, na terceira moção aprovada por maioria com os votos a favor dos eleitos da CDU, do PS e do BE e a abstenção dos restantes, é mostrado apoio à luta dos trabalhadores da Portugal Telecom. O documento solicita ainda ao governo do Partido Socialista, «mais do que opinião, intervenção e ação concretas na defesa da dignificação do trabalho e na defesa do interesse público numa empresa estratégica de um sector estratégico da economia nacional». Aliás, recordam que, no edifício da PT, em Faro, houve um plenário a 17 de julho onde sindicatos, comissão, subcomissão de trabalhadores e dezenas de trabalhadores debateram o futuro dos postos de trabalho e da empresa à qual estão vinculados.