Na sequência da comissão política local do Partido Social-Democrata de São Brás de Alportel, ter denunciado publicamente, a existência de amianto na escolas do concelho, em outubro do ano passado, esta força política da oposição congratula-se agora com uma medida levada a cabo pela Câmara Municipal socialista.
Assim, após «o executivo socialista ter-se vitimizado acusando o PSD/SBA de irresponsabilidade enquanto desvalorizava a denúncia feita, dezembro último, a autarquia apresentou duas candidaturas ao CRESC Algarve 2020 para que fosse efetuada a remoção total das telhas de fibrocimento das Escolas Básicas n.º1 e n.º 2, no valor, respetivamente, de 44535 euros e 105 959 euros (mais IVA)».
Em nota enviada ao «barlavento», esta força relembra que «após a proposta apresentada pelos eleitos do PSD/SBA, Rui Eusébio e Anabela Marcos, foi efetuado um reforço da verba prevista no Orçamento do Município de 2017 para as Obras de Ampliação e Beneficiação de Edifícios Escolares e outras Infraestruturas, que inicialmente tinha um valor previsto de 40 mil euros, teve um aumento de 260 mil euros».
«Não há nada melhor do que o tempo para trazer a verdade ao de cima. Depois de o PSD ter denunciado a situação, assistimos ao habitual espetáculo socialista de desculpabilização e vitimização, atacando o PSD/SBA, acusando-nos de irresponsabilidade e alarmismo».
«Ao PSD/SBA cabe zelar pelos sambrasenses e pelos seus interesses. Foi isso que fez ao denunciar a situação. Mas denunciar e não fazer mais nada também não serviria os interesses da população e em especial as nossas crianças, as principais potenciais vítimas da incapacidade do atual executivo socialista de fazer o seu trabalho de forma correta e responsável», lê-se na nota
Assim o PSD/SBA, «através dos seus vereadores eleitos, apresentou em reunião de Câmara, realizada no passado dia 27 de outubro de 2016, um requerimento onde solicitou diversos documentos obrigatórios neste âmbito».
Ainda segundo a comissão política local do Partido Social-Democrata de São Brás de Alportel, «foram necessários cerca de dois meses e meio para que tivéssemos uma resposta do executivo liderado pelo senhor presidente Vítor Guerreiro. Assim, no passado dia 11 de janeiro de 2016, foi recebido um ofício com seis páginas em resposta aos pedidos efetuados a 27 de outubro de 2016».
«É extraordinário que em seis páginas o atual executivo socialista não tenha sabido responder e justificar concretamente qualquer um dos pedidos de esclarecimento que foram efetuados e, como também é fácil de perceber, não ter sido capaz de entregar uma cópia de qualquer um dos documentos que o PSD/SBA pediu, de forma a poder analisá-los. Provando desta forma simples e direta que esses documentos, obrigatórios por lei, pura e simplesmente não foram feitos, não existem. Aquando do pedido de esclarecimento, comprova-se que não há qualquer estudo, análise, exame, relatório ou outro tipo de documento que sustente as afirmações que o senhor presidente fez para desvalorizar a denúncia pública que o PSD/SBA foi obrigado a fazer», lê-se na nota.
Esta força da oposição deixa ainda duas perguntas para reflexão: «Se não havia qualquer tipo de perigo ou risco porque a autarquia apresentou duas candidaturas para a remoção do amianto das escolas, dois meses depois do PSD/SBA ter denunciado publicamente a sua existência? E mais grave ainda, se o PSD/SBA não tivesse denunciado publicamente a situação, durante quanto mais tempo iriam as nossas crianças estar expostas a um risco?»
O PSD/SBA «congratula-se por estas duas escolas poderem-se ver livres finalmente deste material comprovadamente nocivo para a saúde humana esperando que se tome urgentemente medidas idênticas nos outros edifícios municipais que também contém amianto».
