O Vitória de Guimarães voltou hoje aos triunfos na I Liga de futebol, ao bater o Farense por 2-1, com um golo decisivo de Jota Silva.
O Vitória de Guimarães voltou hoje aos triunfos na I Liga de futebol, ao bater o Farense por 2-1, com um golo decisivo de Jota Silva aos 87 minutos, ‘estragando’ a festa do centenário do Estádio de São Luís.
No jogo da 12.ª jornada, Tomás Ribeiro estreou-se a marcar no campeonato, com um golo aos três minutos, e Bruno Duarte igualou, aos 57, de grande penalidade, mas a expulsão (63) de Fabrício Isidoro deixou os algarvios com 10 unidades e o extremo vitoriano assinou o tento decisivo nos minutos finais.
O Vitória de Guimarães, que vinha de duas derrotas consecutivas para a Liga, ‘saltou’ à condição para o quinto lugar, com 22 pontos, enquanto os algarvios, que celebravam o centenário do Estádio de São Luís, inaugurado oficialmente em 01 de dezembro de 1923, continuam provisoriamente em oitavo, com 16.
José Mota operou apenas uma alteração no Farense em relação à vitória (3-1) sobre o Boavista, há três semanas, com o regresso de Marco Matias ao ‘onze’, enquanto nos minhotos Álvaro Pacheco trocou o guarda-redes (Bruno Varela retornou, em detrimento de Charles Silva) em relação ao triunfo sobre o Länk Vilaverdense (4-1), para a Taça de Portugal.
Os vimaranenses demoraram apenas três minutos a adiantar-se no marcador, na sequência de um pontapé de canto de Dani Silva: Jorge Fernandes tocou de cabeça ao primeiro poste e Tomás Ribeiro, com as costas, desviou para dentro da baliza algarvia.
O golo madrugador motivou os forasteiros, que assumiram um ligeiro ascendente, com Jota Silva a desperdiçar o 2-0 num remate em arco, de fora da área, ao poste esquerdo (20 minutos).
Os algarvios, que cumpriram a 800.ª partida no escalão principal, ‘acusaram’ a desvantagem e só criaram perigo aos 23 minutos: Pastor isolou Bruno Duarte, que obrigou Bruno Varela a grande defesa e, na recarga, viu o central Borevkovic cortar ‘em cima’ da linha de baliza.
O equilíbrio marcou a ponta final da primeira metade, sem grandes motivos de interesse, já depois de Jota Silva, no duelo com Ricardo Velho, permitir a ‘mancha’ numa intervenção decisiva do guarda-redes local (31 minutos).
Depois do intervalo – período em que foi homenageado Pedro Benje, guardião do Farense nos anos 70 do século passado –, o treinador dos anfitriões, que já tinham perdido o lesionado Mattheus Oliveira a fechar a primeira parte, apostou em Rafael Barbosa para dar mais criatividade ao ataque.
O Farense, que procurava a quarta vitória seguida, reentrou com vontade e, depois de Cláudio Falcão ter ameaçado (49 minutos), chegou mesmo à igualdade, numa grande penalidade convertida pelo ex-Vitória Bruno Duarte (57), a castigar falta de Miguel Maga sobre Marco Matias.
A missão algarvia complicou-se logo a seguir, com a expulsão do suplente Fabrício Isidoro, ‘amarelado’ no curto espaço de dois minutos (61 e 63), obrigando a equipa a recuar no terreno e a retirar o extremo Belloumi pelo médio argentino Cáseres.
De imediato o Vitória começou a ‘empurrar’ o conjunto de Faro para o seu espaço defensivo: João Mendes viu Ricardo Velho impedir o 2-1 para os minhotos com uma grande ‘estirada’ (64), enquanto Jota Silva cabeceou com perigo a rasar o poste (69).
Nos minutos finais, o jogo ficou ‘partido’, em tom de parada a resposta, mas a pressão vimaranense acabou por resultar no golo da vitória, aos 87 minutos: Tomás Händel ‘descobriu’ Jota Silva na grande área e o extremo rematou forte, sem hipótese para Ricardo Velho.