Duas especialistas participam numa conversa sobre islamofobia promovida pelo Algarve pela Palestina, em Olhão.
A Associação República 14, em Olhão, recebe, no dia 18 de junho, às 19h30, uma conversa dedicada à islamofobia, promovida pela plataforma cívica e apartidária Algarve pela Palestina.
A iniciativa contará com a participação de Rhea Kneifati, conselheira jurídica de direitos humanos, e de Raquel Carvalheira, antropóloga do Centro em Rede de Investigação em Antropologia da Universidade Nova de Lisboa.
Segundo a organização, o encontro pretende refletir sobre o crescente medo e preconceito em relação às comunidades muçulmanas, promovendo a discussão e a desconstrução de estereótipos associados ao Islão.
A sessão abordará também a presença histórica das comunidades muçulmanas em Portugal, desde a herança árabe do Gharb Al-Andalus até às comunidades que se estabeleceram no país ao longo das últimas décadas, destacando o seu contributo social, cultural e associativo.
A organização sustenta que o aumento recente da imigração proveniente de alguns países tem sido instrumentalizado no discurso político e social. No comunicado, os promotores afirmam que «a entrada mais recente de pessoas oriundas de países do Sudeste tem sido utilizada por partidos e grupos de extrema-direita para criar um bode expiatório para os problemas do país».
Os responsáveis pela iniciativa defendem ainda que existe uma associação indevida entre imigração e religião muçulmana. No texto de apresentação da sessão, consideram que «esta narrativa desumaniza pessoas que, aceitando muitas vezes trabalhos sem dignidade, procuram melhores condições de vida».
Neste contexto, a conversa pretende analisar o fenómeno da islamofobia e os seus impactos sociais. A organização refere igualmente que o debate procurará discutir «estes pressupostos – uma islamofobia crescente que Portugal vai beber de outros países europeus – que não parecem reproduzir-se em melhorias significativas da vida da população portuguesa ou migrante, pelo contrário, adicionam problemas sociais previamente inexistentes».
A participação é livre.
Foto: Chris F / Pexels.