Segunda volta das Presidenciais decorre hoje e António José Seguro apelou aos portugueses para que votem e aproveitem a aberta no mau tempo.
O candidato presidencial António José Seguro pediu hoje aos eleitores que aproveitem «a aberta no mau tempo» para ir votar e dizer «o que querem e quem querem para Presidente da República».
Seguro votou na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, pelas 10h30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas. À saída, em declarações aos jornalistas, as primeiras palavras foram de condolências à família do bombeiro que morreu em Campo Maior na véspera e também de solidariedade a todas as famílias afetadas pelo mau tempo.
«Eu espero que esta abertura de tempo permita que as pessoas venham votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide mesmo o futuro do nosso país», apelou, considerando que esta é uma decisão «muito importante».
O candidato mais votado na primeira volta das Presidenciais deixou um apelo às pessoas para que se dirijam às urnas e «venham dizer o que querem e quem querem para Presidente da República».
«Nós só saberemos isso no final do dia. O meu apelo enquanto as secções estiverem abertas é que as pessoas venham votar», respondeu, quando questionado sobre se temia uma abstenção superior à da primeira volta.
Seguro fez reiterados apelos à participação e pediu que os portugueses aproveitem «esta janela de bom tempo para poderem exercer aquele que é um direito conquistado com muito trabalho».
«O meu apelo é muito simples: a todos os portugueses, não deixem que escolham por vós. Saiam de casa e venham votar. Votem, votem, votem, votem, votem. Essa é a melhor homenagem que podem fazer à democracia», pediu.
No «dia da democracia, em que todos os portugueses devem exercer o seu direito de voto», o ex-líder do PS disse aos jornalistas que ainda ia «tomar o pequeno-almoço», depois terá «um almoço de família, como sempre», para durante a tarde se preparar, receber os resultados e ir para o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde será de novo a sua noite eleitoral, «para estar com os apoiantes e fazer uma declaração ao país».
A sala da escola onde Seguro votou, a mesma da primeira volta, estava hoje muito mais cheia de jornalistas, repórteres de imagem e fotojornalistas do que em 18 de janeiro e, até chegar ao momento em que pôde colocar «a cruz» no boletim de voto — meia hora depois da hora inicialmente prevista —, parou várias vezes para cumprimentar pessoas e tirar fotografias.
As assembleias de voto abriram às 08h00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições Presidenciais, encerrando às 19h00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rasto de destruição.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Foto: José Coelho/ LUSA