Marcelo afirmou hoje que votar na segunda volta das eleições Presidenciais, vence a calamidade e reafirma a democracia, com um apelo à participação dos portugueses após as tempestades.
O Presidente da República apelou à participação na segunda volta das eleições presidenciais, disputada entre António José Seguro e André Ventura. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que votar no domingo significa vencer a calamidade e afirmar a democracia.
«Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se Democracia», declarou Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país transmitida em direto a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.
Na sua última mensagem presidencial em véspera de eleições — que optou por não fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas — o chefe de Estado começou por se dirigir a todos os portugueses, mas destacou as vítimas das recentes tempestades.
«Hoje, como sempre, falo para todos vós. Mas falo, em especial, para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados», afirmou.
«Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas nas serras», acrescentou o Presidente da República.
Marcelo agradeceu a resistência demonstrada pelas populações afetadas. «A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso», declarou.
O Presidente destacou a participação eleitoral na primeira volta, realizada quatro dias depois da calamidade de 28 de janeiro. «A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro. A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa. E, também, nas áreas devastadas. Também no voto antecipado», afirmou.
Marcelo comparou o momento atual com a pandemia de há cinco anos. «Tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o País, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem», declarou.
«Somos assim há novecentos anos. E por isso somos das Pátrias, das Nações, mais antigas da Europa e do Mundo. Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores», afirmou o chefe de Estado.
«Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou, agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se Democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal», concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.
A segunda volta das eleições presidenciais realiza-se no domingo.
Foto: Miguel Figueiredo Lopes/ Presidência da República