Presidente da Federação Portuguesa de Futebol apontou ao Mundial2030 durante a assinatura de protocolos com o Município de Faro e a Associação de Futebol do Algarve.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) disse hoje, em Faro, que o organismo está a implementar uma «nova cultura de vitória» após o Mundial2026, com foco apontado ao próximo Campeonato do Mundo.
«O Campeonato do Mundo de 2026 terminou. E hoje aqui afirmamos com clareza: os nossos olhos já estão postos no futuro. Estamos a construir uma nova identidade, um novo caminho, uma nova ambição», afirmou Pedro Proença, no salão nobre da Câmara de Faro.
O dirigente falava durante a cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação com aquele município e a Associação de Futebol do Algarve, no âmbito da estratégia de descentralização da FPF.
«Queremos continuar a ganhar. A FPF procura agora implementar uma nova cultura de vitória. Renovada, refrescada, com novas ideias e uma visão ainda mais exigente e mais moderna», destacou o presidente da federação, que no dia 10 de julho apresentou Jorge Jesus como novo selecionador nacional.
É com essa cultura de vitória, prosseguiu Proença, que a FPF se está a preparar «para o grande desafio» que será o Campeonato do Mundo de 2030, coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos.
«Este é o momento também de unir os territórios, de reforçar as parcerias, de consolidar o trabalho da base e de projetar Portugal para o mundo com confiança e ambição», frisou.
Os protocolos hoje assinados, à semelhança do que já aconteceu em Viseu, Leiria, Porto e Coimbra, pretendem promover o desenvolvimento do futebol, futsal, futebol de praia, walking football e esports na região algarvia.
«Cada conquista tem raízes profundas no território nacional que hoje representamos aqui. Mas essas raízes precisam de ramificar ainda mais. A FPF está a aprofundar um modelo claro de descentralização, aproximando as regiões e ouvindo os seus agentes, valorizando as suas especificidades e reconhecendo o futuro do futebol português», salientou Pedro Proença.
O dirigente, que durante a tarde vai presidir a mais uma reunião descentralizada da direção da FPF, destacou ainda o papel das autarquias, sustentando que «não existiria futebol em Portugal se os municípios não investissem», uma vez que são a «verdadeira base» do desporto no país.
Em resposta a Proença, o presidente da Câmara Municipal de Faro, António Pina, realçou que «é preciso conseguir que o futebol dos milhões chegue ao futebol dos tostões».
«Estamos na fase das transferências – são milhões para cá, milhões para lá –, mas a base da formação está sempre nos territórios e quem permite que essa formação exista são os municípios, que asseguram as instalações desportivas e até 90% das receitas dos clubes», considerou, alertando que os custos com as inscrições de jogadores «dobraram» nos últimos 10 anos.
Já o presidente da Associação de Futebol do Algarve, João Pedro Gomes, salientou «a visão moderna e agregadora» da FPF «assente na proximidade» com cada território, e destacou que na região algarvia foi atingido «um novo máximo histórico» de praticantes na última época, acima dos 10 mil atletas.
Foto: Pedro Proença.