António José Seguro manifesta indignação com casos recorrentes na saúde e exige resultados, afastando-se da governação e defendendo soluções duradouras.
O candidato presidencial António José Seguro manifestou-se revoltado e indignado com os casos na saúde que ocorrem «todos os dias», exigindo resultados, mas afastando-se de qualquer intervenção direta na governação, que considera ser responsabilidade dos partidos.
As declarações foram feitas em Sintra, segundo a Lusa, após mais um caso de uma morte por alegada falta de assistência médica.
«Com indignação e revolta. Quer dizer, agora é todos os dias? Em Portugal as pessoas sabem que um dia, mais cedo ou mais tarde, vai haver uma doença, mas precisam ter cuidados de saúde a tempo e horas», afirmou.
Para António José Seguro, começa a instalar-se «o medo de se adoecer», face às dúvidas sobre a existência de socorro e de resposta em situações de emergência.
O candidato considerou a situação «inaceitável» e defendeu que «alguém tem que pôr cobro a isto». Reiterou que, como Presidente da República, será exigente e que a saúde será uma das suas causas centrais.
Questionado sobre se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem condições para resolver a situação, respondeu que essa é «uma questão dos partidos». Acrescentou que, enquanto Presidente da República, tratará do assunto diretamente com o primeiro-ministro.
Perante nova insistência dos jornalistas, afirmou que a lealdade institucional implica uma reunião com o chefe do governo, Luís Montenegro, caso venha a ser eleito.
«O meu foco não tem a ver com A ou com B, com mudança de B ou de C. O meu foco é que se encontrem soluções para resolver estes problemas», sublinhou.
Para António José Seguro, os casos na saúde demonstram que «é o Estado a abrir brechas e fendas». Rejeitou ainda lógicas de responsabilização cruzada.
«Esta história do passa-culpas não é comigo. Eu estou concentrado em encontrar soluções para se resolver os problemas dos portugueses», afirmou.
O candidato, apoiado pelo Partido Socialista (PS), considerou que «as medidas rápidas dão estes resultados» e defendeu soluções duradouras.
«Não precisamos de medidazinhas. Precisamos de soluções duradouras e compromissos. Há uma urgência. Os portugueses têm de ter acesso à saúde, às consultas, ao socorro, à emergência e às intervenções cirúrgicas», concluiu.
Foto: António José Seguro.