Maria Simiris, jornalista do barlavento, ganhou uma menção honrosa na oitava edição do Prémio «Os Direitos da Criança em Notícia», a única na categoria de imprensa regional.
A reportagem «Projeto em Faro promove saúde mental nas grávidas da pandemia», da autoria da jornalista Maria Simiris e publicada na edição de 7 de outubro de 2021 do barlavento, mereceu uma menção honrosa no âmbito do oitavo Prémio de Jornalismo «Os Direitos da Criança em Notícia». Foi o único prémio atribuído na categoria de imprensa regional.
Este galardão é promovido pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, do qual a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) é parceira, e patrocinado pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
É uma distinção anual que tem por objetivo valorizar trabalhos jornalísticos de referência, divulgados na imprensa/online, rádio e televisão, que tenham em conta a promoção e divulgação dos direitos da criança, numa perspectiva crítica, pluralista e inclusiva, à luz dos direitos estabelecidos pela Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU (1989) ratificada por Portugal.
Nesta edição, o júri foi composto por Lídia Maropo, docente no Instituto Politécnico de Setúbal e investigadora no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais – Universidade Nova de Lisboa, por Manuel Pinto, professor da Universidade do Minho, e por Ioli Campos, docente na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade Nova de Lisboa.
Os membros do júri salientam «a qualidade do conjunto das peças a concurso, que abordaram problemáticas distintas, de forma aprofundada e cumprindo as exigências e requisitos do prémio, nomeadamente sobre a forma como são abordados os temas ligados à infância e juventude».
Em relação ao trabalho apresentado pelo barlavento, o júri considerou que «nesta reportagem de âmbito local sobre um projeto para apoiar as grávidas durante a pandemia, a jornalista aborda uma matéria de grande significado para o bem-estar futuro das crianças».
Durante o confinamento, as mulheres que passaram por uma gravidez e um parto foram um dos grupos mais afetados a nível psicológico. Um problema que não passou despercebido aos profissionais da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) do Centro de Saúde de Faro.
A reportagem do barlavento deu a conhecer a primeira edição do Projeto Sincuidar Mamã + Família, que envolveu intervenção especializada em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica com o objetivo de promover a saúde mental perinatal de um grupo de seis mulheres.
Para Bruno Filipe Pires, 46 anos, diretor do barlavento, «esta é mais uma distinção que nos coloca ao nível do melhor jornalismo que se faz em Portugal. Apesar de termos uma redação muito pequena e recursos mínimos para fazer trabalhos aprofundados, queremos ter, em cada edição deste semanário, um exclusivo que dignifique o título, a profissão e a região algarvia».
«Nesta reportagem divulgámos uma iniciativa que facilmente poderia ter passado despercebida, mas que teve um lado inovador e mostrou aquilo que os profissionais do Serviço Nacional de Saúde são capazes de fazer, mesmo nos momentos mais críticos. Foi um projeto nascido da vontade de duas enfermeiras, uma das quais de Aljezur, que não olhou à distância para dar apoio a um grupo de mulheres numa fase particularmente sensível das suas vidas», considera.
«A peça da minha camarada abordou a maternidade, tema sempre complexo, e a sua relação com a saúde mental. Fê-lo com dignidade, profissionalismo e, também, um toque de carinho. Vamos, no barlavento, continuar a focar temas de cariz social de forma séria e dedicada», garante.
Por sua vez, Maria Simiris, 28 anos, explica que «sempre me imaginei jornalista. Nunca pensei nem sequer equacionei exercer qualquer outra profissão. Exercer a profissão que sempre idealizei, depois de me ter licenciado em Ciências da Comunicação na Universidade do Algarve, cujo mote é estudar onde é bom viver, é motivo mais do que suficiente para me sentir privilegiada. No entanto, são estas menções que nos fazem perceber que escolhemos o caminho certo. É um orgulho poder recebê-la. Reconhecendo o papel que a comunicação social tem na sociedade, nunca é demais abordar temáticas como os direitos das crianças, sobretudo nos dias que correm. Um enorme obrigada ao Fórum, à CNPDPCJ e à SPA, e a todos os outros jornalistas mais experientes que contribuíram para a minha formação e continuam a contribuir para me tornar a profissional que sou hoje».
Além dos primeiros prémios pecuniários atribuídos ao Expresso, Visão, Antena 1 e SIC, o júri decidiu dar sete menções honrosas para os trabalhos do Notícias Magazine (duas), Expresso, RDP África, Canal 11 e barlavento, a única na categoria de imprensa regional.
A lista completa de vencedores pode ser consultada aqui.
