Faro vai reduzir de 39 para 22 parques infantis, segundo confirmou hoje aos jornalistas o autarca Rogério Bacalhau, à margem da inauguração das bicicletas partilhadas.
Na mesma data em que se celebra o Dia da Criança, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, confirmou que é intenção do município desmantelar 17 parques infantis da cidade.
Segundo um ofício da Unidade de Espaços e Instalações Desportivas, Divisão de Desporto e Juventude, a que o barlavento teve acesso, o município explica que «o parque municipal de espaços de jogo e recreio (EJR), comummente denominados como parques infantis, apresenta-se bastante degradado em virtude da sua vandalização, má utilização e falta de manutenção preventiva e corretiva anual».
Deste modo, «foi desenvolvido um plano de intervenção que prevê a redução de 39 para 22 espaços de jogo e recreio, com o objetivo de conseguir manter condições de segurança adequadas para os seus utilizadores. Este plano de intervenção assenta no desmantelamento de 17 espaços e intervenção/requalificação dos restantes, sendo os critérios para desmantelamento, o estado de conservação atual e a proximidade com outro espaço com condições adequadas. Todos os espaços desmantelados serão alvo de um projeto de requalificação da zona envolvente».
Ouvido pelos jornalistas, à margem da inauguração da nova rede de bicicletas partilhadas, projeto-piloto que terá a duração de 18 meses, prevê a colocação de 75 bicicletas (25 elétricas e 50 convencionais) e para o qual, a Câmara Municipal de Faro destinou cerca de 200 mil euros.
Questionado sobre se a verba não seria melhor empregue na reabilitação dos parques infantis condenados ao desmantelamento, Rogério Bacalhau refutou a ideia e justificou.
«Nós estamos a fazer uma análise e vamos abater uma parte considerável dos parques infantis. Em relação a essa comparação que fez, nós gastámos em 2019 cerca de 250 mil euros na recuperação dos parques infantis e ao fim de um ou dois meses estavam exatamente iguais», explicou.
Bacalhau referiu que um dos parques, no dia seguinte a ter sido reparado, «já estava outra vez vandalizado. E portanto, a questão dos parques infantis não é uma questão de investimento, pois já tívemos esse exemplo, é uma questão de segurança».
Em alternativa, «queremos é ter dois ou três parques infantis com alguma dimensão, onde as pessoas possam ir, por exemplo, no Jardim da Alameda», espaço que se encontra encerrado para obras há quase 20 meses.
«Não está nesta obra, mas vamos remodelar aquele parque. Estamos a pensar em ter um grande parque infantil junto ao Forum Algarve onde as pessoas possam ir com os miúdos, em substituição de vários pequenos parques que é muito difícil mantê-los e infelizmente, o vandalismo toma conta deles, melhor do aquilo que nós tomamos», afirmou.
Em relação à abertura da Alameda, cuja devolução aos farenses chegou a estar prevista para abril último, «seguramente abre este mês. O dia está a ser estudado. Tivemos grandes constrangimentos naquela obra com a aquisição de materiais. Neste momento, temos tudo para finalizar e portanto, dentro de uma a duas semanas, vamos devolver o parque à cidade, coisa que já deveríamos ter feito há muito tempo, mas que não foi possível devido a constrangimentos que não foram provocados por nós», justificou.
Já em relação à Mata do Liceu, a «obra está a decorrer, ainda amanhã vou ter uma reunião com a empresa. É obra para um ano, começou em janeiro e portanto, gostaríamos que no início do próximo ano – estou a correr um risco enorme em dizer isto – esteja concluída. Estamos a falar de uma área muito grande e está a decorrer segundo o projeto que foi aprovado».