Na semana passada abordámos as picadas dos insetos e a otite externa, situações mais frequentes no verão e associadas às férias, pela alteração de rotinas e de ambientes. Esta edição falamos das queimaduras solares e das intoxicações alimentares.
Queimaduras Solares. Esta é definitivamente a situação que não devia acontecer, sobretudo por depender do controlo individual, pelos efeitos nefastos imediatos que provoca, mas fundamentalmente pelos riscos graves que precipita a longo prazo.
Importa por isso advertir e relembrar: a exposição solar deve ser gradual e respeitar os tipos de pele (não exceder os 10-30 minutos nas situações mais sensíveis); evitar as horas de maior intensidade (no pico do verão entre as 11 e as 17 horas); reforçar a hidratação; utilizar peças que ajudem a proteção (roupas, chapéus, óculos de sol) e nunca falhar a utilização correta e permanente do protetor solar. Concretamente: respeitar um índice adequado à idade e ao tipo de pele (igual ou superior a 30); renovar a aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas), com especial cuidado se estiver molhado ou se transpirar bastante.
Se não foi suficientemente cuidadoso e responsável e se a queimadura ocorreu, evite nova exposição solar até estar restabelecido; aplique compressas de água fria; caso existam bolhas, não as rebente; não aplique álcool ou manteiga, utilize um hidratante hipoalérgico; aumente o consumo de água, frutas e legumes (os antioxidantes ajudam a regeneração celular e diminuem a degradação do colagénio); contacte um médico, sempre que necessário. Essa circunstância deve ser considerada de urgência se houver sinais de desidratação (sede e dores de cabeça) ou insolação (pele vermelha e quente, sentir-se confuso, febre, dores musculares).
Intoxicações Alimentares. As temperaturas mais elevadas levam a que os alimentos se estraguem mais facilmente, precipitando para a ocorrência de intoxicações alimentares, observadas sobretudo nas crianças.
Alimentos que devam ser armazenados no frio, mesmo se transportados em malas térmicas, exigem mais cuidados e supervisão: ovos, iogurtes, leite, refeições com marisco ou alimentos crus. Para a praia, o ideal é levar pão, bolachas, fruta (preferencialmente ainda com casca), e alimentos secos, que devem contudo ficar resguardados do sol.
Com frequência, os grandes responsáveis pelas intoxicações alimentares são as bactérias (no caso dos ovos e derivados, peixe, carne e marisco); os parasitas relativamente à contaminação da água e as toxinas (bactérias que não atuam diretamente por elas, mas pelas toxinas que produzem, o caso dos enlatados estragados ou fora de validade).
Apesar desta variedade, os sintomas são habitualmente comuns: dor abdominal, cólicas, vómitos e diarreia, podendo em algumas situações, também surgir febre. Nesta altura, o reforço da hidratação é essencial e, a par de uma dieta ligeira e fracionada, devem evitar-se as gorduras. Contudo, se os sintomas não diminuírem ao fim de dois dias, a consulta médica deve ser procurada, sobretudo para crianças até ao 1º ano de vida, que apresentem prostração, língua seca ou olhos encovadas.
Espaço Saúde | Grupo Hospital Particular do Algarve