O ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes já respondeu à questão apresentada no início de dezembro pelo grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), em relação à «dramática falta de médicos especialistas no Centro Hospitalar do Algarve (CHA)», afirmando que o recrutamento de profissionais tem sido uma «prioridade».
A pergunta dos comunistas seria no sentido de apurar o que estaria a tutela a providenciar para colmatar esta falta de recursos humanos.
«Ao recrutamento para este estabelecimento de saúde tem sido dado prioridade, recorrendo-se à contratação de profissionais em regime de contrato de trabalho, contrato de prestação de serviços e mediante recurso às figuras de mobilidade previstas na lei», responde o responsável.
«Os pedidos de contratação apresentados têm sido autorizados por este Ministério da Saúde e, adicionalmente, têm sido publicitadas vagas nos concursos de colocação de recém especialistas, procurando colmatar as deficiências de recursos humanos identificadas» pelo CHA.
Segundo a resposta do ministro com a tutela, divulgada hoje, 4 de fevereiro, pelo PCP, «prestam serviço no CHA 409 médicos, dos quais 291 estão na Unidade de Faro e 118 na de Portimão/Lagos».
Adalberto Campos Fernandes esclarece ainda que, desde 2011, saíram do CHA 156 especialistas e foram recrutados 69, das quais 102 saídas e 52 entradas foram registadas em Faro, enquanto 54 saídas e 17 entradas são referentes à Unidade de Portimão/Lagos. Estes dados reportam-se, segundo uma nota do Ministério da Saúde, a 23 de dezembro de 2015.
Segundo os dados fornecidos pelo Centro Hospitalar do Algarve, em 23 de dezembro de 2015, havia menos 149 profissionais do que o que seria desejável (96 em Faro e 53 em Portimão). As especialidades mais afetadas eram a Anestesiologia (-22), a Ginecologia/Obstetrícia (-12), a Medicina Geral e Familiar (-17), a Medicina Interna (-27), a Oftalmologia (-10), a Ortopedia (-15), e a Psiquiatria e Radiologia (cada uma com -11 profissionais).