De Bach ao tango contemporâneo, a edição de 2026 da Bienal SAL traz a Lagos quatro concertos de música de câmara com intérpretes portugueses e espanhóis.
Lagos recebe a terceira edição do SAL – Bienal Internacional de Música, festival dedicado à música de câmara que reúne intérpretes de destaque nacional e internacional, entre 10 e 19 de abril.
Produzido pela Associação Contemporaneus, com o apoio da Associação do Grupo Coral de Lagos, o SAL afirma-se desde 2022 como um evento cultural do barlavento algarvio, promovendo o encontro entre artistas e público numa programação que atravessa diferentes épocas, estilos e formações instrumentais.
A edição de 2026 apresenta quatro concertos, cada um com uma proposta artística distinta. A abertura da bienal está marcada para 10 de abril, no Centro Cultural de Lagos, com um recital do pianista Miguel Borges Coelho.
No dia seguinte, 11 de abril, também no Centro Cultural de Lagos, sobe ao palco o projeto Libertango eXtrem, quinteto oriundo de Espanha que propõe uma abordagem contemporânea ao universo do tango.
O festival regressa a 18 de abril, na Igreja de Santo António, com um recital do violoncelista Filipe Quaresma dedicado às Suites para Violoncelo n.º 1, 2 e 3 de Johann Sebastian Bach.
A programação encerra a 19 de abril, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, com o Quinteto de Sopros do Vale. O ensemble apresenta o programa «Revolução e Liberdade», dedicado a compositores cuja criação foi marcada por regimes autoritários e contextos políticos adversos, como Fernando Lopes-Graça, Gualtério Armando e Marcos Romão.
A bienal reafirma assim o compromisso com a promoção da música de câmara, o apoio a intérpretes e a descentralização da oferta cultural.