Exposição coletiva reúne dez artistas de diferentes geografias e propõe uma leitura contemporânea da Hamsá.
A Galeria Alfaia, em Loulé, inaugura no dia 19 de junho, às 18h00, a exposição coletiva «Mão de Baraka», que reúne obras de dez artistas de diferentes geografias, gerações e práticas artísticas.
Com curadoria de Susana Rodrigues, a mostra apresenta trabalhos de Ana André, Ana Rita de Arruda, Boris Eldagsen, Daniel Costa, Gustavo Jesus, João Motta Guedes, John Whitney Sr., Mumtazz, Teresa Ramos e Tom Haviv.
Patente até 22 de agosto, a exposição propõe uma reflexão sobre o simbolismo da Hamsá, um amuleto associado à proteção e à espiritualidade que atravessa diferentes culturas e tradições religiosas do Mediterrâneo e do Médio Oriente.
Através de linguagens como instalação, vídeo, pintura, cerâmica, têxtil e objeto, os artistas exploram relações entre símbolo, memória e espiritualidade, propondo uma leitura contemporânea de um elemento profundamente enraizado no imaginário mediterrânico.
Segundo a organização, o projeto parte da história multicultural de Loulé, território marcado por influências fenícias, romanas, islâmicas e cristãs, onde diferentes tradições contribuíram para a construção de um património simbólico comum.
A presença da Hamsá nos Banhos Islâmicos de Loulé constitui um dos pontos de partida da exposição. Conhecida em diferentes contextos como Mão de Fátima ou Mão de Miriam, a figura assume múltiplos significados ligados à proteção, à fertilidade, à regeneração e à espiritualidade.
O projeto integra ainda um programa paralelo orientado pela investigadora Filipa Araújo.
No dia 21 de junho, às 17h30, realiza-se a excursão «Constelações de Memória», em Salir, que parte do menir do Polo Museológico local e percorre referências ligadas à memória andalusina e ao imaginário da Moura Encantada.
Já a 24 de julho, às 18h00, os Banhos Islâmicos de Loulé recebem uma conversa sensorial dedicada aos aromas e essências do período andalusino, explorando o olfato como instrumento de evocação da memória.
A entrada é gratuita e a exposição pode ser visitada de quinta a sábado.