PSD Olhão aponta assaltos, tráfico de droga e um tiroteio recente como sinais de degradação da segurança no concelho e exige medidas.
O Partido Social Democrata (PSD) de Olhão exigiu o reforço dos meios da Polícia de Segurança Pública (PSP) e uma atuação mais eficaz da Polícia Municipal, alegando um agravamento da insegurança no concelho.
Em comunicado, enviado às redações na quarta-feira, dia 3 de junho, a concelhia social democrata sustenta que os recentes assaltos ocorridos em pleno dia no centro da cidade, episódios de violência associados ao tráfico de droga e um tiroteio registado recentemente são sinais de uma deterioração da segurança pública em Olhão.
O PSD considera que a esquadra da PSP enfrenta há vários anos uma falta de efetivos e de condições operacionais que limita a capacidade de prevenção, patrulhamento de proximidade e resposta às ocorrências.
Segundo o partido, esta situação aumenta a pressão sobre os agentes policiais e compromete a capacidade de garantir a segurança da população.
Os social-democratas questionam também a atuação da Polícia Municipal, defendendo que a sua intervenção é insuficiente no exercício das competências relacionadas com a vigilância dos espaços públicos, a fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal e a promoção da ordem no espaço urbano.
Para o PSD, a presença preventiva e dissuasora desta força «é manifestamente insuficiente perante os problemas que se agravam na cidade e no concelho».
No comunicado, o partido apela ao Governo para que reforce os meios humanos e materiais da PSP e pede à Câmara Municipal de Olhão uma atuação «mais determinada, mais presente e mais eficaz» através da Polícia Municipal.
O PSD Olhão defende que os habitantes do concelho têm direito a viver em segurança e considera que a proteção das pessoas e dos seus bens deve constituir uma prioridade da ação pública.
«Olhão merece mais. Os olhanenses exigem mais», conclui o comunicado.
Isabel da Silva Lobo, Comandante da Polícia Municipal de Olhão e Subintendente da PSP, assinou um artigo de opinião no barlavento, acerca desta matéria.
Foto: Bruno Filipe Pires