LAMA Teatro celebra 15 anos em Faro com espetáculos, exposição e DJ set no IPDJ e Jardim da Alameda, dias 10 e 11 de outubro.
O LAMA Teatro assinala 15 anos de atividade em Faro com uma programação especial nos dias 10 e 11 de outubro, que inclui uma exposição retrospectiva, apresentações de espetáculos, música e várias surpresas.
A estrutura, fundada em 2009, nasceu do «sonho teimoso» de criar em Faro uma companhia de teatro com carácter multidisciplinar e vocação para o mundo, conforme recorda a equipa numa nota enviada à redação. Desde então, o LAMA consolidou-se como uma das principais companhias independentes do sul do país, reconhecida pelo trabalho de criação, programação e mediação cultural que desenvolve no Algarve.
«O teatro foi, desde o início, a nossa urgência: a de falar do que nos inquieta, de dar corpo ao invisível, de transformar o quotidiano em poesia», lê-se no texto que assinala o aniversário, descrevendo o LAMA como «um espaço de encontro entre quem faz e quem assiste, entre o riso e a ferida, entre a cidade e o mundo».
Durante os últimos 15 e anos, o coletivo sediado em Faro levou o teatro a praças, escolas e ruas, aproximando a arte do público e desafiando fronteiras entre palco e comunidade. Entre os seus projetos mais marcantes contam-se o festival infantojuvenil «Mochila», criado para despertar novos públicos, e a consolidação da sala própria «LAMA Black Box», no centro da cidade.
As comemorações começam na sexta-feira, 10 de outubro, com a inauguração da exposição «15 anos do LAMA Teatro», às 18h30, no IPDJ de Faro, onde ficará patente até 28 de outubro.
No sábado, 11 de outubro, o programa estende-se por vários espaços da cidade. Às 10h30, no Jardim da Alameda, apresenta-se o espetáculo «Última Baforada de CO₂», seguido de uma «surpresa» às 11h45 no IPDJ. À tarde, regressa a animação ao Jardim da Alameda com «Mica Paprika» (16h30) e «Carripana» (17h30). O encerramento faz-se às 18h00 no Pátio do IPDJ com o «BaiLAMA», um DJ set de Discossauro.
A companhia agradece à comunidade, artistas e instituições que acompanharam o seu percurso, reafirmando a missão de manter o teatro como espaço de liberdade e resistência. «Enquanto houver LAMA há teatro, há pensamento, há amor, há inquietação e esperança», conclui a nota assinada por Raquel Fradique.