A náutica de recreio regista «fortes sinais de crescimento» disse hoje a responsável da Marina de Vilamoura, Isolete Correia, na Conferência Mundial de Marinas do ICOMIA.
A Associação Portuguesa de Portos de Recreio levou a cabo nos meses de agosto e setembro um estudo para quantificar a evolução do sector náutico em termos de receitas, bem como os seus pontos fortes e quais os desafios que tem pela frente para a sua melhoria.
As conclusões do estudo revelam que, em Portugal, existem cerca de 12.800 postos de amarração – cerca de um terço dos quais no Algarve, seguido de Lisboa e do centro do país, e os restantes no norte e nos Açores e na Madeira (33 por cento estão localizados no Algarve, 26 por cento na região de Lisboa e centro de Portugal, 23 por cento no norte, 10 por cento nos Açores e 8 por cento na Madeira).
As taxas de ocupação rondam os 90 por cento, tanto no Algarve como na região de Lisboa.
O valor das receitas das marinas e portos de recreio foi estimado em 60 milhões de euros no ano de 2022, um crescimento de 19 por cento face a 2021.
Desde o início deste ano até 31 de julho, a receita total continuou a crescer acima dos 10 por cento e, com esta tendência, a receita pode ultrapassar os 70 milhões de euros, no final de 2023.
Os visitantes são sobretudo de Portugal, França, Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Suécia e Espanha.
«Também registámos fortes sinais de crescimento na náutica de recreio, entre 2019 e 2022. Foram emitidas cerca de 6.500 novas licenças de marinheiro, o que representa um aumento médio de 44 por cento em relação a 2018. Por outro lado, o volume de negócios das empresas de construção de embarcações de recreio e desporto, por ano, em média, entre 2019 e 2022, foi de cerca de 137 milhões de euros contra 93 milhões de euros de volume de negócios em 2018, o que indica um aumento de 47por cento», revelou hoje Isolete Correia, CEO da Marina de Vilamoura, durante na Conferência Mundial de Marinas do ICOMIA, que aquela infraestrutura está a acolher entre hoje e quarta-feira, dia 11 de outubro.
Perante estes dados, «há um claro sinal de crescimento do sector e, para maximizar todas as oportunidades para o país resultantes deste crescimento, é essencial aumentar o número de lugares de amarração e o número de lugares de parqueamento em seco, bem como simplificar a burocracia».