Grande Prémio de Portugal regressa ao Mundial de Fórmula 1 em 2027 e 2028, no Autódromo Internacional do Algarve, após acordo entre governo e promotores.
O Grande Prémio de Portugal vai regressar ao Mundial de Fórmula 1 em 2027 e 2028, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), anunciou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na segunda-feira, dia 15 de dezembro.
O acordo entre o Governo e os promotores do campeonato foi assinado em Londres. A data da realização da prova só será conhecida em junho de 2026, com a definição do calendário do Campeonato do Mundo de 2027. A organização prevê a integração na temporada europeia, durante a primavera.
«Associamo-nos ao anúncio que está a ser feito em Londres a esta hora, que Portugal volta a integrar o calendário do Grande Prémio de Fórmula 1 já em 2027, no Autódromo Internacional do Algarve, e também está previsto que a prova regresse em 2028», disse o ministro da tutela.
O governo estima um impacto económico não inferior a 140 milhões de euros em cada um dos anos. O custo para o Estado português será inferior à receita fiscal gerada pela atividade económica associada à realização da prova.
Manuel Castro Almeida justificou a ausência de valores detalhados com o «dever de reserva», numa fase em que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) mantém negociações com outros países. O governante garantiu a divulgação futura dos números e assegurou que «não haverá saldo negativo para o Estado».
«Os números serão todos públicos e será tudo muito transparente. São valores substancialmente inferiores aos que referi. O volume de impostos que serão cobrados em função do acréscimo da atividade económica, estimado em cerca de 140 milhões de euros por prova, será superior ao custo que o Estado vai suportar», reforçou.
Segundo o ministro, o Grande Prémio de Portugal deverá atrair cerca de 200.000 visitantes por ano ao Algarve e registar uma assistência próxima de 150.000 espetadores, mais de metade internacionais. A prova alcança uma audiência global estimada em 920 milhões de seguidores.
«É uma grande oportunidade para a valorização do Algarve como destino turístico diversificado e para a economia local. Representa também uma promoção excecional da imagem de Portugal junto de quase mil milhões de pessoas», afirmou Manuel Castro Almeida.
O ministro defendeu que Portugal tem capacidade para integrar «o clube muito restrito» de países que acolhem a prova, mas reconheceu que os atuais constrangimentos nos aeroportos nacionais seriam «um grave problema» se o Grande Prémio se realizasse de imediato.
«Se tudo estivesse, na altura das provas, em 2027, como está hoje, seria um grave problema. Temos a convicção de que, em 2027, a situação das entradas nos aeroportos estará francamente melhor», sustentou.
Estas serão a 19.ª e a 20.ª edições do Grande Prémio de Portugal. O Algarve volta a receber a prova depois das corridas realizadas em 1958 e 1960 no circuito da Boavista, no Porto, da edição de 1959 em Monsanto, em Lisboa, e do período entre 1984 e 1996 no Autódromo do Estoril, em Cascais.
A Fórmula 1 regressou a Portugal em 2020, após 24 anos de ausência do calendário mundial, devido à reorganização provocada pela pandemia de covid-19. Portimão recebeu duas edições consecutivas da prova.
O britânico Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, então piloto da Mercedes, venceu as duas últimas corridas disputadas em solo português.
Em 14 de agosto, o primeiro-ministro Luís Montenegro revelou que estavam reunidas as condições para o regresso do Grande Prémio de Portugal ao Algarve. A declaração foi feita durante a Festa do Pontal, do PSD, em Quarteira.