O Partido Socialista de Lagoa promoveu uma conferência de imprensa, na segunda-feira, 30 de janeiro, para apresentar os candidatos à Assembleia Municipal, à Câmara Municipal, Uniões e Juntas de Freguesia. Os cabeças de lista mantêm-se na corrida às autárquicas, havendo apenas uma alteração no caso de Ferragudo, onde o atual presidente da Junta Luís Alberto não pode voltar a concorrer, devido à limitação de mandatos.
O presidente da Comissão Política Luís Encarnação apresentou os candidatos um a um, enquadrando a contribuição do trabalho desenvolvido nas autarquias para as quais foram eleitos. «Deram uma resposta muito positiva às expetativas que os lagoenses depositaram ao votarem, em 2013, no PS para assumir a gestão de todas as Uniões de Freguesia e Juntas de Freguesia, bem como da Câmara Municipal e Assembleia Municipal», referiu o responsável pelo PS de Lagoa.
A decisão de manter a equipa vencedora no último escrutínio foi tomada pela concelhia, por unanimidade e aclamação, em reunião da comissão política concelhia. Assim, voltam às urnas Francisco Martins, para a Câmara Municipal de Lagoa, José Águas da Cruz, para a Assembleia Municipal, Joaquim João, para a União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, Joaquim Varela, para a União de Freguesias de Estômbar e Parchal, e Luís Bentes, para a Junta de Freguesia de Porches.
A novidade será Luís Veríssimo na candidatura socialista à presidência da Junta de Freguesia de Ferragudo, função que já desempenhou em três mandatos, no passado. Para a concelhia, o militante tem sido «dedicado desde sempre à causa socialista e à sua freguesia de Ferragudo», começou por dizer Luís Encarnação. O vereador e presidente daquela estrutura explicou ainda que substituiu Francisco Martins na liderança do PS de Lagoa, após o edil ter sido eleito para a autarquia. Francisco Martins quis «colocar a população de Lagoa à frente dos interesses do Partido Socialista», recordou. No final da apresentação, Luís Encarnação sublinhou ainda que foi aprovado um voto de louvor a Luís Alberto pela «dedicação e empenho na projeção daquela freguesia no contexto concelhio e até regional».
Durante a conferência de imprensa, Francisco Martins esclareceu que a apresentação como candidato à Câmara Municipal, pela concelhia, «estava dependente da decisão de recandidatura ou não, não tendo essa resolução tido nada em conta com os assuntos políticos ou autárquicos, mas da vida pessoal».
O autarca sublinhou ainda que «acabará este ano o mandato que herdou e que, em 2017, iniciará o seu mandato, se for eleito, já com concretização dos projetos que tem em carteira na área da Mobilidade Urbana e Educação». Aliás, explicou que neste mandato não foi possível alcançar todos os objetivos, por ter encontrado, quando chegou à Câmara em 2013, «uma ausência completa de planeamento estratégico, resultado de uma política de acomodação proveniente de uma gestão de 28 anos do PSD de total amorfia». Realçou em diversas questões «a necessidade de alterar o conceito de cidade predominante de circulação automóvel (atualmente 75 por cento contra os 25 por cento pedonal) para uma percentagem mais equilibrada de forma a devolver uma maior permanência do peão nas zonas de centralidade da cidade dando-lhe vida. Para tanto, já decorrem obras nesse sentido».
Por sua vez, o candidato à Assembleia Municipal Águas da Cruz explicou que trabalhar com uma administração camarária diferente ou trabalhar com uma administração da mesma cor política, permitiu uma coabitação devido às diferenças que a Assembleia Municipal tem em relação à autarquia.
Luís Veríssimo, também questionado, disse que «o regresso à política se deve acima de tudo à disponibilidade que tem sempre para com o Partido Socialista, mas também ao amor a Ferragudo, na vontade de trabalhar pela sua terra e de formar e acompanhar, uma nova equipa política, com prioridade aos jovens, com vista à sucessão no futuro». Isto porque, houve rumores de que este militante se tinha imposto ao PS de Lagoa, o que foi rejeitado.
No final, o autarca socialista Francisco Martins afirmou que «as autarquias de hoje não serão as de amanhã, pois, o nível de competências transferidas para a sua responsabilidade é maior, tal como as exigências de resposta ao cidadão, daí ser imperioso dotar os serviços de novas tecnologias de monitorização», disse, exemplificando com o ptotocolo assinado com a NOS para aderir às cidades inteligentes». Há também um conjunto de «obras a decorrer, não só no âmbito do abastecimento de água, do saneamento e da recolha de resíduos, como obras novas – Rua do Mercado em Lagoa – Rua 25 de Abril, Vasco da Gama e Teixeira Gomes em Ferragudo, conclusão do cemitério do Parchal e requalificação da Rua Infante de Sagres no Parchal, não sendo possível elencar tudo o que já está feito» e o que se propõe a fazer.
Apesar das obras, destacou a estabilidade financeira como resposta a quem os acusava de «despesistas» no início do mandato. «Mesmo aumentando os apoios sociais, e a todas as associações do concelho merecemos na apreciação por parte da Ordem dos Contabilistas Certificados, entidade de referência independente, conforme publicado no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2015, a distinção de município com a melhor eficiência na gestão financeira. É esta a política que queremos continuar para o próximo mandato», concluiu.

