Baltazar Guerreiro, natural de Alcoutim, residia em Loulé há mais de quatro décadas. Era empresário de chocolates regionais com base em produtos locais.
Faleceu no sábado, aos 58 anos, o acordeonista algarvio Baltazar Guerreiro.
Natural de Alcoutim, radicou-se em Loulé com 11 anos de idade. Começou a tocar acordeão com 6 anos de idade, ainda em Alcoutim, mas começou a ter maior projeção quando entrou para o Rancho Folclórico Infantil de Loulé.
Foi igualmente acordeonista do Rancho Folclórico de Boliqueime e do Rancho Folclórico da Luz de Tavira, tendo atuado em praticamente todo o território nacional e em países como a Dinamarca, Suécia, Suíça e Estados Unidos da América.
Editou o seu primeiro trabalho discográfico em 1988, tendo vendido mais de 10 mil unidades. Foi co-fundador da «Orquestra Arte & Música» e do Grupo de Música Popular «Albuhera» e integrou o «Quarteto de Fado Albuhera».
Era também um conhecido comerciante de Loulé, no ramo da óptica, e criador da marca «Chocofigo», que comercializada produtos regionais como o figo, a laranja e a batata doce com chocolate.
«O Algarve perde um acordeonista ativo e voluntarioso, promotor da identidade cultural algarvia e um embaixador criativo dos produtos regionais», lamenta Nuno Campos Inácio, jurista, genealogista e dinamizador da Arandis Editora, que avançou a notícia nas redes sociais.
O corpo ficará em câmara ardente na Igreja de Sant’Ana, a partir das 17 horas de segunda-feira, dia 11 de novembro.
O funeral realiza-se na terça-feira, dia 12 de novembro às 10h30, na Igreja de São Francisco para o Cemitério de Loulé.
Os nossos sentimentos à família enlutada.