A Claranet Soho é, na atualidade, a maior referência empresarial portuguesa em webhosting e registo de domínios.
Com mais de 65 mil clientes, prevê faturar até três milhões de euros dentro de dois anos. Depois da consolidação em Portugal, o desafio é a conquista de novos mercados europeus.
A empresa surgiu em 2001 sob a designação de Flesk. Dedicava-se sobretudo à criação e desenvolvimento de websites. Porém, cedo, a direção percebeu que deveria também focar-se na criação e gestão de infraestruturas e serviços para o alojamento de websites, por serem áreas de negócio mais sustentáveis e com grande potencial de crescimento futuro, a médio prazo.
Dez anos depois da fundação, a Flesk investiu um milhão de euros na construção do seu próprio datacenter – um espaço físico que serve para alojar servidores. Embora o suporte e armazenamento de páginas web, email e outros serviços não sejam palpáveis, na verdade, necessitam de um suporte físico. Atualmente, as instalações da empresa ocupam uma área de 600 metros quadrados.
«Quando começámos a focar-nos neste novo core business registámos a dominios.pt e essa foi a nossa grande marca de apresentação em Portugal», explica ao «barlavento» Bruno Carlos, diretor geral da empresa hoje designada por Claranet Soho.
A nova alteração surge em outubro de 2014 e justifica-se devido à fusão com outra empresa tecnológica. «A Claranet sempre foi nossa parceira a nível de infraestrutura e possui a marca Esotérica – que era nossa concorrente. Propus fundir os dois projetos: a dominios.pt e a Esotérica. Isto permitiu-nos ganhar uma enorme projeção», explica Bruno Carlos.
Com esta fusão, a empresa algarvia evoluiu de negócio local para se tornar no centro de excelência do hosting em Portugal. Apesar da fusão com a multinacional sediada em Lisboa, a mudança geográfica não fazia sentido: «começámos no Algarve e queremos manter-nos cá, apesar da integração no novo grupo».
Acima de tudo, a união permitiu o acesso a uma redundância a nível europeu: «temos uma rede (backbone) que liga Faro, Lisboa e Porto com acesso direto a Inglaterra, Espanha, França, entre outros países». Segundo Bruno Carlos, o objetivo é fazer de Faro «o centro de excelência da área de hosting e registo de domínios do grupo e conquistar novos horizontes».
No total, a empresa dispões de capacidade para alojar 2000 servidores, mas esse número pode ser duplicado caso seja necessário. Além da consolidação nacional, o próximo passo está claramente definido: a expansão europeia e a abertura de novos mercados.
Atualmente, a Claranet Soho emprega 15 trabalhadores e espera reforçar o quadro até ao final deste ano. A responsabilidade social é uma preocupação fundamental, e por isso, existe já uma estratégia bem definida e implementada na região.
Uma das medidas de apoio social consiste na oferta de alojamento e domínios a IPSS ou instituições sem fins lucrativos: basta uma solicitação por parte das organizações para a Claranet Soho disponibilizar o espaço e registar o nome na web, caso seja necessário.
Relativamente à comunidade académica, existe também um protocolo com a Universidade do Algarve no qual a empresa se disponibiliza a pagar a propina anual de um estudante.
Além disto, é de referir uma parceria em conjunto com o IEFP, que prevê a oferta de formação profissional, criação gratuita de websites e domínios para pessoas em situação de desemprego, que queiram colocar na internet os seus projetos pessoais de negócios.
A empresa em números
• 60 000 domínios registados;
• 65 000 clientes:
• €1.2 Milhões faturados em 2014;
• €2.4 Milhões de facturação prevista para 2016;
• 350 servidores no datacenter de Faro;
• Capacidade para expandir até aos 1000 servidores datacenter de Faro;
• Datacenters Nacionais (grupo Claranet): 5
• Datacenters Europeus (grupo Claranet): 32
• Colaboradores (Faro): 15
• Colaboradores (Claranet Portugal): 100
• Colaboradores (Claranet Europa): 800