Os jornalistas do barlavento aderem hoje à greve nacional convocada pelo Sindicato dos Jornalistas. Como tal, não serão publicadas quaisquer notícias.
Há muito que o diagnóstico está feito: degradou-se o exercício do jornalismo.
É lamentável que, nos 50 anos do 25 de Abril, um pilar fundamental da democracia esteja tão ameaçado.
A greve dos jornalistas de hoje, dia 14 de março, é a segunda paralisação do sector em 40 anos (a última foi em 1982).
Não assenta apenas em exigências laborais, é muito mais o que está em causa.
Num contexto em que na União Europeia procura apoiar o jornalismo, Portugal é dos países da UE em que per capita menos apoios dá à comunicação social.
Esta greve é um grito de alerta para o poder político e para os decisores: ou se apoia agora o jornalismo livre e independente e se coloca este tema na agenda política com seriedade, ou vai ser tarde demais para o sector sobreviver.
Os jornalistas exigem que o Estado assuma as suas responsabilidades, faça condizer o seu investimento com a importância da informação como bem público constitucionalmente consagrado.
Portugal não pode manter-se como a exceção europeia em que o Estado nada faz pela sustentabilidade do jornalismo, nada contribui para a pluralidade democrática.
O caderno reivindicativo dos jornalistas pode e ser deve ser consultado aqui.