A Águas do Algarve recebeu «luz verde» por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para iniciar a construção da Dessalinizadora do Algarve, em Albufeira.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou o arranque da construção da primeira Estação de Dessalinização de Água do Mar (EDAM) em Portugal continental, no Algarve, após validação ambiental do projeto, anunciou hoje a Águas do Algarve, em comunicado.
O auto de consignação da empreitada foi assinado no dia 22 de abril e a construção deverá arrancar na próxima semana. A entrada em funcionamento está prevista para 2028.
Segundo a empresa, esta infraestrutura permitirá transformar água do mar em água potável, e reforçar o abastecimento «numa região vulnerável à escassez hídrica e a períodos de seca».
Esta decisão surge após a emissão da Decisão de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE), que confirmou a viabilidade da obra com condicionantes ambientais, no dia 25 de novembro de 2025.
A unidade terá capacidade inicial para produzir até 16 hectómetros cúbicos (hm³) de água por ano, com possibilidade de expansão para 24 hm³. Este reforço «visa assegurar o abastecimento público, apoiar a atividade económica e reduzir a pressão sobre as reservas de água doce», diz a Águas do Algarve.
O projeto recorre «a tecnologia de dessalinização com sistemas de eficiência energética e recuperação de energia, com o objetivo de reduzir o consumo e o impacto ambiental da operação».
A infraestrutura «integra medidas de mitigação ambiental e monitorização contínua, com o objetivo de minimizar impactes nos ecossistemas marinhos e terrestres e garantir a proteção da biodiversidade. O Governo enquadra este investimento na estratégia de adaptação às alterações climáticas, alinhada com políticas europeias de eficiência hídrica e transição energética», garante a Águas do Algarve-
A empresa responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento e saneamento, assegura a integração da nova infraestrutura no sistema existente e a sua operação futura.
O projeto inclui também acompanhamento arqueológico e patrimonial, garantindo o registo e a salvaguarda de elementos de interesse identificados durante a obra.
O investimento será executado por um Agrupamento Complementar de Empresas, formado por LUSÁGUA – Serviços Ambientais, S.A., AQUAPOR – Serviços, S.A. e GS Inima Environment, S.A.U.
