Golos de Hildeberto Pereira, Carlinhos e Lucas Ventura não foram suficientes para o Portimonense se salvar do play-off de manutenção, ficando a conhecer o seu oponente amanhã.
O Portimonense venceu hoje um dérbi em casa do Farense (3-1), pela primeira vez na I Liga de futebol, mas não evitou o play-off de manutenção, num jogo da 34.ª última jornada com final «inglório» para os forasteiros.
Quando o Portimonense celebrava o terceiro golo, por Lucas Ventura, no sétimo minuto de descontos, e a possibilidade de se manter na elite, um balde de água fria chegava do Estádio do Bessa, no Porto, com o tardio 2-2 dos axadrezados, celebrado pelos adeptos do Farense, a acentuar a rivalidade entre os dois emblemas vizinhos.
Antes, Hildeberto Pereira, aos 11 minutos, e Carlinhos, aos 32, tinham assinado os dois primeiros golos do Portimonense, com resposta de Cristian Ponde, aos 55.
O desfecho deixou o emblema de Portimão no 16.º lugar, com 32 pontos, em vaga de acesso ao play-off de manutenção com o terceiro classificado da II Liga, que só será conhecido no domingo, dia 19 de maio, enquanto o Farense termina o campeonato no 10.º lugar, com 37 pontos.
José Mota promoveu o regresso do médio Cláudio Falcão ao onze dos anfitriões, a única alteração face à derrota com o Gil Vicente (2-0), enquanto nos forasteiros registaram-se duas novidades (Alemão e Ronie Carrillo) em relação ao empate caseiro (2-2) com o Rio Ave.
A urgência causada pela difícil situação na tabela classificativa motivou o Portimonense, em «4-2-3-1», para uma excelente primeira parte, com domínio quase total, dois golos e duas bolas nos ferros, perante um Farense em «4-3-3», que se mostrou muito relaxado.
O primeiro lance de perigo até foi para os locais, num livre de Mattheus Oliveira, ligeiramente por cima da barra, aos sete minutos, com resposta imediata de Carlinhos, que aos nove acertou na trave com um remate desviado pelas costas do árbitro Artur Soares Dias.
Aos 11 minutos, o central Filipe Relvas lançou a bola em profundidade e Hildeberto Pereira surgiu isolado, a aproveitar alguma passividade da defensiva local, para dominar no peito e atirar com sucesso para o seu segundo golo na prova.
O tento inaugural deu ainda mais moral à formação de Portimão, que nos minutos seguintes apertou a pressão sobre o Farense, com Taichi Fukui a ameaçar num tiro intercetado, aos 16, e Hildeberto Pereira a rematar ao poste esquerdo da baliza de Miguel Carvalho, aos 26.
À passagem dos 32 minutos, o conjunto visitante expressou novamente a sua superioridade na partida com o 2-0, num remate colocado de fora da área do médio brasileiro Carlinhos, o melhor marcador do Portimonense na I Liga (10 golos).
Descontente com a prestação da sua equipa, José Mota operou duas mudanças ao intervalo, mas o primeiro lance de perigo da segunda metade foi protagonizado pelos forasteiros, que acertaram pela terceira vez nos ferros, num cabeceamento de Carlinhos (50).
Cinco minutos depois, o Farense chegou ao golo, num lance em que Nakamura defendeu de forma incompleta uma primeira tentativa de Bruno Duarte, permitindo o desvio fácil de cabeça de Cristian Ponde, que se estreou a marcar nesta edição da I Liga.
A partida perdeu ritmo com o passar dos minutos e ganhou mais emoção na reta final, com a expulsão (88 minutos) de Filipe Relvas, que travou o isolado Belloumi perto da grande área.
Reduzido a 10 unidades, o Portimonense, que nunca tinha ganhado em Faro nos seis jogos ali efetuados para o escalão principal, ainda teve tempo para marcar o 3-1, num contra-ataque imparável de Lucas Ventura, que arrancou do seu meio-campo.
Mas, com as notícias vindas do Porto, a festa ficou congelada e o conjunto orientado por Paulo Sérgio espera agora salvar-se no play-off.