Burlas provocaram perdas acima de 65 milhões de euros em 2024, menos 41% do que em 2023, acompanhando a descida do número de denúncias, segundo a PSP.
As burlas foram responsáveis por um prejuízo patrimonial superior a 65 milhões de euros em 2024, menos 41% do que em 2023, acompanhando a diminuição do número de denúncias deste tipo de crime, segundo dados divulgados pela Polícia de Segurança Pública (PSP).
Em comunicado, a PSP refere que, apesar da tendência crescente registada nos últimos anos, em 2024 foram contabilizadas 26.486 ocorrências de burla, menos 13% do que em 2023, ano em que se registaram 30.342 queixas.
Os dados indicam que a PSP recebeu 19.653 denúncias de burlas em 2021, número que subiu para 23.982 em 2022 e voltou a aumentar para 30.342 em 2023, antes de descer no último ano.
De acordo com a polícia, o prejuízo patrimonial associado às burlas ultrapassou os 65 milhões de euros em 2024, valor significativamente inferior aos 110 milhões de euros registados no ano anterior. A PSP sublinha que esta redução acompanha «o decréscimo do número de ocorrências denunciadas».
A PSP considera que estes «resultados significativos» refletem o investimento feito na análise criminal deste fenómeno e nas ações de sensibilização da população.
Também o número de detenções por burla diminuiu em 2024, com a PSP a deter 69 pessoas, menos 13% do que em 2023. Em 2021 foram detidas 38 pessoas, em 2022 58, e em 2023 79.
Quanto às vítimas, a PSP assinala que os idosos continuam a ser as «vítimas preferenciais» nas burlas praticadas de forma presencial. No entanto, devido à expansão do meio digital, os burlões têm vindo a atingir pessoas de várias faixas etárias.
«A forma mais eficaz para evitar ser vítima de um crime de burla é apostar na prevenção», refere a PSP, aconselhando a desconfiar de desconhecidos e de negócios com promessas de lucros elevados e rápidos, bem como a denunciar todas as situações às autoridades.
Com a aproximação da época de Natal, a PSP reforça os alertas para as burlas em ambiente digital, recomendando que não sejam feitas transferências de dinheiro para desconhecidos que anunciam na Internet, que sejam guardadas todas as trocas de mensagens e que não se aceda a ligações enviadas por e-mail ou outras plataformas.
No caso das burlas presenciais, a PSP aconselha os cidadãos a contactar de imediato a polícia perante movimentos suspeitos no prédio ou bairro, a não abrir a porta a desconhecidos, a não fornecer dados pessoais, a não aceitar encomendas não solicitadas e a não divulgar a posse de bens valiosos.